Labradora é homenageada como Animal do Ano por caçar espécie invasora ‘vômito marinho’
Cadela da Escócia foi treinada para detectar ascídias-tapete, que se espalham rapidamente pelos portos e ameaçam a vida marinha
RPet|Do R7
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Uma cadela que caça uma espécie marinha invasora conhecida como “vômito do mar” foi homenageada como Animal do Ano pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal na última quinta-feira (15).
Segundo a People, Sgiath, labradora da Escócia, ficou conhecida por viajar com sua tutora, Texa Sim, para farejar a espécie ascídias-tapete (Didemnum vexillum), que se espalha rapidamente pelos portos e ameaça a vida marinha.
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Em comunicado obtido pela revista, Texa, que é ecologista marinha, afirmou ter treinado Sgiath para reconhecer a espécie invasora pelo cheiro. Acredita-se que a cadela seja o primeiro cão do mundo que consiga detectar o organismo, que geralmente requer análises laboratoriais especializadas e testes de DNA.
“Na primeira vez que lhe pedi para identificar a espécie-alvo em meio a vários aromas semelhantes, ela acertou imediatamente”, disse a especialista, que recompensa o pet com comida. “Foi nesse momento que pensei: ‘Talvez isto realmente funcione’.”
Agora, ela começou a treinar outro labrador, de 3 anos, para ajudar Sgiath na detecção do vômito do mar. “Toda vez que acho que descobri o limite do que eles [cachorros] são capazes de fazer, eles me mostram que eu estava enganada. A habilidade deles de detectar concentrações incrivelmente baixas de odor é simplesmente fenomenal.”
A homenagem do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal aconteceu em 15 de outubro e celebrou sete animais que fizeram a diferença na natureza neste ano.
“Seja combatendo crimes contra a vida selvagem e promovendo mudanças em políticas públicas, ou protegendo elefantes órfãos, tamanduás e outros animais que precisam de ajuda, os vencedores deste ano estão fazendo uma diferença real para os animais e para o mundo natural”, escreveu a instituição nas redes sociais.
“Suas histórias nos lembram de que cada ação importa. Eles nos inspiram — não apenas como indivíduos, mas como organização —, mostrando o que é possível alcançar quando as pessoas se unem em prol de um objetivo comum”, acrescentou.

















