Um novo recorde foi anunciado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) neste mês de fevereiro. Um raio de 768 km cortou o céu dos Estados Unidos, passando pelo Texas, Luisiana e Mississippi. Antes disso, o Brasil era detentor do título de maior raio já registrado: 709 km, em 2018.
A OMM também divulgou qual o raio de maior duração: 17,1 segundos, ligando o norte da Argentina ao Uruguai, em 2020.
O verão no Brasil costuma ser bastante chuvoso. E é necessário ficar atento ao risco de raios.
A Climatempo, empresa de Meteorologia, fez um levantamento sobre a incidência de raios em janeiro deste ano no país. E constatou que a maior quantidade de descargas elétricas atmosféricas foi em Minas Gerais. Mas o maior número de raios ocorreu no Amazonas.
A diferença é que as descargas elétricas podem ocorrer entre nuvens. Já os raios chegam ao solo e podem atingir pessoas, animais e a flora. Flipar
Em janeiro, houve 3,6 milhões de raios no Brasil! O Amazonas recebeu 85% desse total. Ou seja, 3 milhões de raios caíram no maior estado do país.
O desmatamento na Amazônia, a elevação da temperatura e o fenômeno La Niña se unem ao fator preponderante de que o Brasil é a maior área tropical do planeta com verão quente e úmido. Combinação perfeita para a formação de tempestades.
A Climatempo explica que, por isso, embora os raios possam ocorrer em todas as estações do ano, a sua maior incidência é no verão, com a formação de grandes nuvens cumulonimbus.
As nuvens cumulonimbus são formadas pela ação de ventos que ganham massa e volume, com grande desenvolvimento vertical. Elas ficam bem encorpadas no topo e propiciam tempestades com raios.
Um levantamento feito pelo Inpe - o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - em 2020 apontou que, neste século XXI, já ocorreram 2.194 mortes provocadas por raios no Brasil: uma média de 110 casos por ano. É o sétimo país no ranking mundial.
Do total de pessoas mortas por raios, 82% eram homens; e 18% mulheres. Agora veja onde essas pessoas estavam quando foram atingidas. E não faça o mesmo!
33% das vítimas estavam em área rural descampada, a maioria trabalhando na lavoura. Teste
21% estavam em casa! Alguns encostados em janelas ou portas; outros ao telefone; ou perto de aparelhos conectados à energia elétrica. Teste
9% estavam embaixo de árvores, tentando se proteger da chuva ou colhendo frutos; ou caminhando em área arborizada, como praças ou jardins. Teste
9% estavam perto de áreas com água: praias, calçadões à beira-mar, lagoas, rios, cachoeiras, piscinas.
Por isso, em caso de tempestade, não fique em áreas abertas, muito menos perto de água, plantas ou objetos conectados à eletricidade. Ninguém morreu dentro de um veículo fechado. Essa é considerada uma das melhores formas de proteção durante tempestades.
A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um raio, de acordo com o INPE, é de 1 em 1 milhão. Mas se a pessoa estiver com condições adversas, como numa área descampada, o risco passa a ser de 1 em 1.000.
A corrente do raio pode causar queimaduras e outros danos ao corpo. A maioria das pessoas que morrem atingidas por raio tem parada cardíaca e respiratória. Teste
Veja alguns casos que ocorreram em janeiro deste ano. Em Minas Gerais, um escalador morreu atingido por um raio em Santana do Riacho, na Serra do Cipó. Chovia quando ele praticava o esporte na mata.
Em São Paulo, um casal morreu atingido por um raio quando passava de motocicleta pela Rodovia Presidente Dutra, em Caçapava.
Na zona rural de Tietê, no interior paulista, nove vacas foram mortas por um raio num sítio do bairro Erval Seco.
Os para-raios são uma garantia. O Cristo Redentor recebe seis raios em média a cada ano, pelos dados do INPE, e não é destruído porque tem proteção. Teste