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Patricia Lages

Um erro que acaba com qualquer orçamento: misturar dinheiro com motivação

Depender de vontade própria para administrar as finanças compromete planejamento, consistência e resultados

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A ideia de que é preciso “sentir vontade” para economizar ou investir é um dos erros mais comuns quando o assunto é organização financeira. A motivação é instável por natureza e, quando ela falha, decisões importantes deixam de ser executadas.

Diferentemente do que muitos acreditam, o problema não está apenas na renda, mas na ausência de um sistema que funcione independentemente do estado emocional. Quem depende de motivação tende a agir de forma inconsistente.


Esse comportamento ajuda a explicar por que tantas pessoas começam a se organizar financeiramente, mas não conseguem manter o hábito ao longo do tempo. Sem regularidade, não há acúmulo de patrimônio.

Segundo dados do Banco Central do Brasil, a formação de poupança no país ainda é irregular, o que evidencia a dificuldade de transformar intenção em prática contínua. Ou seja, as pessoas gostariam de poupar e investir, mas, na prática, o desejo se perde, o tempo passa e nada acontece.


Essa ausência de constância pode ser mais prejudicial do que a falta de conhecimento técnico. Afinal, saber o que fazer não é suficiente quando não há disciplina para executar.

Automatizar decisões financeiras, como programar transferências mensais para uma conta de investimento, reduz a dependência da motivação e aumenta significativamente as chances de consistência ao longo do tempo. Comece hoje e o seu bolso vai agradecer amanhã.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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