Gastar sem limite é o grande erro que desorganiza as finanças
Sem definir quanto se pode gastar, o consumo passa a seguir impulsos, ignorando a realidade financeira
Diferentemente do que muitas pessoas podem pensar, a desorganização financeira raramente começa com falta de dinheiro, mas sim com a ausência de limites claros sobre quanto se pode gastar.
As altas taxas de juros no país, em operações de crédito, como financiamentos, rotativo do cartão de crédito e cheque especial, agravam o endividamento das famílias. Porém, a falta de educação financeira pode causar estragos ainda maiores.
Afinal, saber que pagará muito mais do que o valor contratado em algumas dessas operações não impede o consumidor brasileiro de assumir compromissos como esses.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as dívidas mais frequentes no Brasil estão ligadas ao consumo.
Entre as famílias endividadas, a distribuição dos débitos é:
- Cartão de crédito: de 85% a 90%
- Carnês (crediário/parcelamento em loja): de 15% a 20%
- Crédito pessoal (empréstimos): de 10% a 12%
- Financiamento de veículo: de 9% a 11%
- Financiamento imobiliário: de 8% a 10%
- Crédito consignado: de 5% a 7%
- Cheque especial: de 4% a 6%
Fica claro que as dívidas de consumo superam — e muito — as dívidas patrimoniais. Portanto, é imprescindível compreender que, sem a definição de limites de gastos, a desorganização financeira tende a se agravar cada vez mais.
É preciso ficar de olho nos gastos arbitrários, aquelas pequenas despesas do dia a dia que, isoladamente, parecem irrelevantes, mas, quando somadas, comprometem o orçamento.
Mais do que viver correndo atrás de dinheiro, é fundamental que o brasileiro entenda que planejamento financeiro pode ser mais determinante do que um aumento de salário.
Até porque, em muitos casos, aumento de renda pode vir acompanhado de aumento de dívidas. Ou seja, mais dinheiro na mão de quem não sabe como usar bem pode se tornar um problema ainda maior.
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