Cadeirada e confusão: o que o episódio do Ed Motta nos ensina sobre a taxa de rolha?
Briga começou devido à cobrança que os restaurantes fazem quando um cliente leva sua própria garrafa de vinho

Se você acompanhou as redes sociais nas últimas 24 horas, com certeza esbarrou no barraco do momento. O cantor Ed Motta, conhecido por ser sobrinho de Tim Maia, por seu talento musical e também pelo paladar exigente para vinhos (é um amante da Borgonha), saiu de um restaurante no Rio de Janeiro debaixo de gritos e até cadeira voando. O motivo? A famigerada taxa de rolha.
O cantor levou seu próprio vinho e não gostou nada de saber que teria que pagar para desarrolhá-lo na mesa. Mas, afinal, o restaurante está certo em cobrar? Ed Motta estava certo em reclamar? Vamos colocar os pingos nos is (ou as gotas na taça).
O que é a taxa de rolha?
Muita gente reclama, mas sequer sabe por que ela existe. Ela é um valor que o restaurante cobra para compensar o fato de você estar ocupando uma mesa, usando a estrutura deles, mas não estar consumindo uma bebida da casa, na qual eles têm a maior margem de lucro, e isto é uma prática no mundo inteiro.
A taxa de rolha serve para pagar, entre outras coisas:
• O serviço do sommelier ou garçom;
• O uso e a lavagem de taças de cristal adequadas e possível quebra;
• A refrigeração (balde de gelo ou adega climatizada);
• O custo de oportunidade, já que o restaurante deixa de vender uma garrafa própria.
Quais os prós e contras?
Quem defende ou critica a taxa de rolha tem diversos argumentos; entre eles, os principais são:
— Beber o que você gosta: sabe aquela garrafa rara que você trouxe de viagem ou aquele vinho de safra especial que você guarda há anos? Pode ser difícil de achar na carta do restaurante, e você pode aproveitar para abri-la.
— Custo-benefício em rótulos premium: se você quer beber um vinho de R$ 500 e pagar uma taxa de R$ 80, ainda sai muito mais barato do que comprar o mesmo vinho no restaurante, que provavelmente estará com um valor bem maior.
— Porém, alguns restaurantes possuem taxas abusivas e estão cobrando valores que inviabilizam a prática, quase o preço de um prato principal. É uma política do local, muitas vezes para coibir esta prática.
— Risco total seu: se o vinho estiver bouchonné (um dos defeitos que um vinho pode ter) ou com outro defeito, o prejuízo é seu. Se fosse da casa, eles trocariam na hora.
E como fazer, caso você queira levar o vinho, e não passar vergonha?
Para você não virar meme nem precisar jogar cadeiras por aí, anote essas práticas para levar seu vinho com educação:
• Dê um Google ou ligue antes: nem todo restaurante aceita rolha. Perguntar o valor da taxa antes evita o susto na hora da conta.
• Não leve o “óbvio”: levar um vinho que já tem na carta da casa é falta de etiqueta total. Leve algo exclusivo ou sentimental.
• A regra do “uma por uma”: se levar uma garrafa de casa, compre outra (ou pelo menos peça entradas e sobremesas) no restaurante. É uma forma gentil de compensar o estabelecimento.
• Ofereça um “gole” ao sommelier: por educação, ofereça uma prova para quem está te servindo. Isso cria uma conexão legal e mostra respeito.
• Ao entregar seu vinho ao sommelier ou garçon, conte um pouco sobre ele, mostre a importância dele para você ou conte o motivo de tê-lo levado.
No fim das contas, o vinho é para ser um momento de prazer, não de estresse. Se a taxa for justa, pague com um sorriso. Se for abusiva, escolha outro lugar na próxima, mas deixe a cadeira no chão!
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