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Adega do Déco

Cadeirada e confusão: o que o episódio do Ed Motta nos ensina sobre a taxa de rolha?

Briga começou devido à cobrança que os restaurantes fazem quando um cliente leva sua própria garrafa de vinho

Adega do Déco|André RossiOpens in new window

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Ed Motta taxa de rolha Montagem - Reprodução/Instagram/@edmotta/Freepik

Se você acompanhou as redes sociais nas últimas 24 horas, com certeza esbarrou no barraco do momento. O cantor Ed Motta, conhecido por ser sobrinho de Tim Maia, por seu talento musical e também pelo paladar exigente para vinhos (é um amante da Borgonha), saiu de um restaurante no Rio de Janeiro debaixo de gritos e até cadeira voando. O motivo? A famigerada taxa de rolha.

O cantor levou seu próprio vinho e não gostou nada de saber que teria que pagar para desarrolhá-lo na mesa. Mas, afinal, o restaurante está certo em cobrar? Ed Motta estava certo em reclamar? Vamos colocar os pingos nos is (ou as gotas na taça).


O que é a taxa de rolha?

Muita gente reclama, mas sequer sabe por que ela existe. Ela é um valor que o restaurante cobra para compensar o fato de você estar ocupando uma mesa, usando a estrutura deles, mas não estar consumindo uma bebida da casa, na qual eles têm a maior margem de lucro, e isto é uma prática no mundo inteiro.

A taxa de rolha serve para pagar, entre outras coisas:


• O serviço do sommelier ou garçom;

• O uso e a lavagem de taças de cristal adequadas e possível quebra;


• A refrigeração (balde de gelo ou adega climatizada);

• O custo de oportunidade, já que o restaurante deixa de vender uma garrafa própria.


Quais os prós e contras?

Quem defende ou critica a taxa de rolha tem diversos argumentos; entre eles, os principais são:

Beber o que você gosta: sabe aquela garrafa rara que você trouxe de viagem ou aquele vinho de safra especial que você guarda há anos? Pode ser difícil de achar na carta do restaurante, e você pode aproveitar para abri-la.

Custo-benefício em rótulos premium: se você quer beber um vinho de R$ 500 e pagar uma taxa de R$ 80, ainda sai muito mais barato do que comprar o mesmo vinho no restaurante, que provavelmente estará com um valor bem maior.

— Porém, alguns restaurantes possuem taxas abusivas e estão cobrando valores que inviabilizam a prática, quase o preço de um prato principal. É uma política do local, muitas vezes para coibir esta prática.

Risco total seu: se o vinho estiver bouchonné (um dos defeitos que um vinho pode ter) ou com outro defeito, o prejuízo é seu. Se fosse da casa, eles trocariam na hora.

E como fazer, caso você queira levar o vinho, e não passar vergonha?

Para você não virar meme nem precisar jogar cadeiras por aí, anote essas práticas para levar seu vinho com educação:

• Dê um Google ou ligue antes: nem todo restaurante aceita rolha. Perguntar o valor da taxa antes evita o susto na hora da conta.

• Não leve o “óbvio”: levar um vinho que já tem na carta da casa é falta de etiqueta total. Leve algo exclusivo ou sentimental.

• A regra do “uma por uma”: se levar uma garrafa de casa, compre outra (ou pelo menos peça entradas e sobremesas) no restaurante. É uma forma gentil de compensar o estabelecimento.

• Ofereça um “gole” ao sommelier: por educação, ofereça uma prova para quem está te servindo. Isso cria uma conexão legal e mostra respeito.

• Ao entregar seu vinho ao sommelier ou garçon, conte um pouco sobre ele, mostre a importância dele para você ou conte o motivo de tê-lo levado.

No fim das contas, o vinho é para ser um momento de prazer, não de estresse. Se a taxa for justa, pague com um sorriso. Se for abusiva, escolha outro lugar na próxima, mas deixe a cadeira no chão!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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