Pular corda emagrece? Esporte vira destaque no maior evento fitness da América Latina
Modalidade ganha espaço no Arnold Sports Festival e chama atenção pelos resultados no condicionamento físico
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Quem ainda associa pular corda apenas a uma brincadeira de infância pode se surpreender. Eu estive na abertura do Arnold Sports Festival South America e uma das coisas que mais me chamou atenção foi ver como o jump rope — ou pular corda — ganhou status de esporte de alto rendimento.

Com atletas de vários países, a competição internacional da modalidade reúne cerca de 200 participantes e mostra, na prática, que estamos falando de uma atividade que exige técnica, velocidade e muita resistência.
Muito além da brincadeira: o que é o jump rope
As disputas acontecem em quatro categorias: speed, double unders, freestyle e double dutch. Apesar dos nomes técnicos, a lógica é simples — mas a execução, nem tanto.
No speed, por exemplo, os atletas precisam realizar o maior número de saltos em apenas 30 segundos. Já no double unders, a corda passa duas vezes sob os pés a cada salto, exigindo ainda mais coordenação.
O que mais me impressionou foi o freestyle: movimentos coreografados, com elementos acrobáticos, avaliados por jurados — bem no estilo da ginástica artística. No double dutch, a performance é em grupo e o nível de sincronização é alto.
Pular corda emagrece? Entenda os benefícios
Se a pergunta é comum nas redes sociais, a resposta passa pelo que eu vi de perto: intensidade.
Pular corda é considerado um exercício completo, com alto gasto calórico e impacto direto no condicionamento cardiorrespiratório. Além disso, trabalha coordenação, agilidade e resistência muscular.
Segundo Ana Paula Leal Graziano, CEO da Savaget Group, empresa responsável pela Arnold Sports, a proposta do evento também é incentivar hábitos saudáveis por meio de modalidades acessíveis: “Pular corda, mesmo sem objetivo competitivo, é um dos melhores exercícios para melhorar o condicionamento físico”, afirma.

Um esporte em crescimento — inclusive no Brasil
Apesar de ainda ser pouco explorado pelo grande público, o jump rope vem ganhando espaço. De acordo com Iara Ito, presidente da Confederação Brasileira de Double Dutch e Jump Rope (CBDDRS), o esporte atrai principalmente jovens entre 16 e 25 anos, mas já envolve atletas de todas as idades.
O Brasil, inclusive, já começa a se destacar. Um exemplo é o jovem Yuri Almeida, que conquistou um título internacional na categoria speed, mostrando o potencial da modalidade no país.
Por que esse tipo de treino está em alta
Caminhando pela feira, ficou claro para mim que existe uma tendência crescente: exercícios mais dinâmicos, práticos e eficientes estão ganhando espaço.
E talvez esse seja o grande ponto do jump rope: ele combina simplicidade com resultado.
Não exige equipamentos complexos, pode ser feito em praticamente qualquer lugar e entrega benefícios rápidos — algo que conversa diretamente com o estilo de vida atual.
Depois de ver de perto o nível dos atletas, uma coisa ficou clara: o esporte pode ser de alto rendimento, mas a base continua acessível.
E talvez o maior insight seja esse: cuidar da saúde nem sempre precisa ser complicado.
Às vezes, começa com algo simples: uma corda e alguns minutos do seu dia.
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