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Golpe com imagens falsas do programa ‘Roda Viva’ viraliza nas redes sociais

Golpistas usam imagens de inteligência artificial como isca

Cronicamente Online|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Imagens falsas do programa "Roda Viva" geradas por inteligência artificial viralizam nas redes sociais, criando cenas de violência que nunca ocorreram.
  • A estratégia dos golpistas é usar essas imagens para atrair cliques e redirecionar usuários a páginas suspeitas, semelhantes a golpes de phishing.
  • A Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, está tomando medidas para combater a disseminação dessas imagens falsas.
  • O caso destaca uma mudança na desinformação online, agora focada em manipulação visual em vez de apenas textual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Programa Roda Viva foi alvo de fake news com imagens feitas por inteligência artificial Reprodução/Instagram/@jornalismotvcultura

Nas últimas semanas, o algoritmo das redes sociais transformou um dos programas tradicionais da televisão brasileira em uma espécie de reality show do caos.

Em publicações que circulam principalmente no X, convidados do Roda Viva aparecem discutindo, trocando agressões, jogando água fervente uns nos outros e protagonizando cenas verdadeiramente assustadoras.


O problema é que nada disso aconteceu.

As imagens são geradas por inteligência artificial e utilizam a identidade visual do programa da TV Cultura para criar uma falsa sensação de autenticidade.


As cenas mostram jornalistas, políticos, empresários e entrevistados em situações de violência que jamais existiram. A estratégia é simples: despertar curiosidade suficiente para que o usuário clique no conteúdo.

Influenciadores e anônimos passaram a questionar nas redes sobre essa quantidade impressionante de imagens falsas, como as descritas acima, circulando na plataforma.


Ao observar a repetição do padrão, fica evidente que não se trata de casos isolados ou de uma simples brincadeira de internet, mas de uma estratégia coordenada de engajamento baseada em conteúdo sintético.

Quem também alertou para o problema foi o empreendedor e influenciador Raul Sena. Em vídeo publicado nas redes, ele aponta que os supostos “vídeos bombásticos” parecem funcionar como isca para conduzir usuários a páginas externas suspeitas, em um modelo que se assemelha a golpes digitais. A lógica é conhecida: usar uma narrativa chocante para gerar cliques e depois monetizar o tráfego ou tentar capturar dados das vítimas.


A própria Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, precisou se manifestar oficialmente sobre o assunto. A instituição afirmou que acompanha casos de manipulação de conteúdo envolvendo sua marca e informou que tem adotado medidas contra a disseminação das imagens falsas. Reportagens sobre o tema também apontam que diversos desses conteúdos levam usuários para páginas suspeitas associadas a golpes de phishing e falsas promessas financeiras.

O episódio revela uma mudança importante na dinâmica da desinformação online. Durante anos, o principal desafio era identificar textos falsos. Agora, a batalha acontece no campo visual. Não é mais necessário editar vídeos reais ou tirar frases de contexto. Basta gerar uma imagem convincente o suficiente para despertar indignação, curiosidade ou medo.

O resultado é um ambiente digital em que o extraordinário ganha vantagem competitiva sobre o verdadeiro.

Talvez a ironia seja justamente essa: em uma época em que qualquer cena pode ser fabricada por inteligência artificial, o conteúdo mais difícil de viralizar passou a ser a própria realidade.

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