1º de abril: 5 mitos e verdades sobre cirurgia plástica e procedimentos estéticos
Redes sociais alimentam resultados que não sobrevivem à vida fora das telas

O volume de promessas milagrosas de beleza ou transformação corporal que circulam — e viralizam — nas redes sociais preocupa cada vez mais profissionais da estética e da saúde.
A cirurgiã plástica Maiéve Corralo, que atua no Rio de Janeiro, pontua que o maior risco atual não está na cirurgia plástica em si, nem na realização de procedimentos estéticos menos invasivos, mas, sim, na expectativa irreal alimentada por resultados que não sobrevivem à vida fora das telas.
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Neste Dia da Mentira, Maiéve refutou algumas crenças e reforçou verdades importantes sobre as cirurgias e procedimentos realizados no rosto e corpo.
1. Os fios de tração são um milagre para transformação instantânea. Mito
Entre os procedimentos mais superestimados do momento, os fios de tração lideram as queixas no consultório da especialista.
Vendidos como solução imediata para levantar e redefinir o rosto, eles até entregam um efeito inicial de estiramento — mas longe de ser duradouro.
“Eles entregam uma tração imediata que se perde rápido porque os fios são finos. A verdadeira entrega de resultados vem da produção de colágeno no longo prazo, após dois ou três meses; por isso, aquele impacto visual na hora é apenas um efeito Cinderela”, explica Maiéve.
2. Botox aos 20 anos previne o envelhecimento. Verdade
A ideia de iniciar o uso da toxina botulínica cada vez mais cedo gera dúvidas — e também certa pressão estética. Segundo a médica, existe, sim, um fundo de verdade nisso, desde que haja critério.
“É verdade que quanto mais cedo se inicia, mais se previne o envelhecimento, mas o ideal é começar após os 25 ou 30 anos, quando a degradação do colágeno se acentua”, explica.
Quando bem indicado, o tratamento atua de forma preventiva, suavizando a contração muscular sem comprometer a naturalidade. “O uso adequado previne, enquanto o excesso é o que causa o aspecto artificial”, conta.
3. O silicone tem prazo de validade de 10 anos. Mito
Apesar de ainda muito difundida, a ideia de que o silicone tem “data de validade” fixa não se sustenta mais com os avanços atuais. Hoje, a necessidade de troca não é automática, mas avaliada caso a caso.
“A validade de dez anos caiu por terra com as novas tecnologias de gel coeso. As próteses atuais não precisam ser trocadas preventivamente a cada década e, embora o acompanhamento deva ser constante, a troca só é indicada em casos específicos de ruptura ou contratura”, afirma Maiéve.
Em relação ao receio do explante, ela acrescenta que não há comprovação de que os implantes causem doenças autoimunes em pacientes sem predisposição.
4. Lipo HD substitui o treino. Mito
A promessa de um corpo definido sem esforço também entra na lista de ilusões. Embora a Lipo HD consiga esculpir o contorno corporal ao evidenciar a musculatura, o resultado depende diretamente do estilo de vida do paciente. Sem manutenção, o efeito pode até se tornar negativo.
A doutora alerta que é um grande equívoco acreditar que a cirurgia substitui o treino, pois, sem hábitos saudáveis, a gordura estrategicamente mantida pode aumentar de volume e comprometer o resultado estético, causando deformidades bem desarmônicas no contorno corporal.
5. As cirurgias plásticas ainda deixam marcas e cicatrizes e podem ter recuperação lenta. Verdade
Para quem busca o milagre de uma cirurgia sem marcas ou com recuperação em 24 horas, a médica é categórica ao afirmar que essa é uma das maiores inverdades do setor. Procedimentos cirúrgicos envolvem tempo, cuidado e processo de cicatrização.
“Toda intervenção deixa marcas e o processo de maturação pode levar até um ano. Além disso, a ideia de que, se não gostar, é só refazer ignora a complexidade da medicina. Uma cirurgia revisional é sempre mais difícil e tem maiores índices de complicações, por isso não se faz revisão antes de seis meses de cicatrização”, esclarece Maiéve.
O segredo está em alinhar expectativas para alcançar o melhor resultado já na primeira cirurgia e, mais do que buscar atalhos, tratar o procedimento com a seriedade que um ato invasivo exige.
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