Um imprevisto no elevador, um estranho e uma crise de riso no pior momento possível
“Era um riso nervoso, involuntário, completamente fora de hora”

E aí, Marias!
Hoje eu vim contar uma história que começa com expectativa, passa por ansiedade e termina com um descontrole que, simplesmente, não tinha hora, nem lugar, tampouco, permissão para acontecer.
Sabe aquele dia que é importante? Mas não um importante qualquer… importante de verdade. Daqueles que você sente que pode mudar alguma coisa na sua vida? Então, era esse dia.
Nossa Maria da semana passou por um perrengue; o caos tomou conta real!
Venha comigo e leia até o final.
“Eu acordei antes do despertador. Nem precisei do alarme, meu corpo já sabia. Fiquei alguns segundos olhando pro teto, tentando organizar o que eu estava sentindo. Era uma mistura estranha de empolgação com nervosismo, uma energia acelerada… mas bonita.
Levantei mais devagar do que o normal, como se quisesse respeitar aquele momento. Fui pro banho e, enquanto a água caía, eu ensaiava mentalmente: frases, expressões, respostas possíveis.
‘Se perguntarem isso… eu digo aquilo.’ ‘Se eu travar… eu respiro.’ Eu queria estar pronta. Não perfeita, mas pronta.
Escolhi a roupa com um cuidado quase emocional. Troquei três vezes. A primeira parecia formal demais, a segunda simples demais. A terceira… era a certa. Aquela que dizia: ‘Eu sei quem eu sou, mas ainda estou aberta ao que pode vir.’
Me arrumei com calma, maquiagem leve, cabelo no lugar. Antes de sair, me olhei no espelho e segurei meu próprio olhar por alguns segundos. ‘Hoje é um dia importante pra você.’ Respirei fundo e fui.
Cheguei no prédio com antecedência. Eu queria chegar antes, sentir o ambiente, me adaptar. Nada de correria, nada de entrar ofegante. Eu queria chegar inteira. O lugar era exatamente como eu imaginei: bonito, silencioso, aquele tipo de ambiente que impõe respeito sem precisar dizer nada.
Me identifiquei na recepção e fui direcionada ao elevador. Enquanto caminhava até ele, senti o coração acelerar um pouco mais. ‘É agora.’ Apertei o botão, esperei, a porta abriu. Entrei. Só tinha mais uma pessoa: um homem bem vestido, postura firme. Trocamos aquele olhar neutro de quem divide um espaço por alguns segundos. A porta fechou. O elevador começou a subir.
Eu tentei me concentrar. Olhei pro painel, respirei, ajeitei discretamente a roupa, passei a mão no cabelo. Tudo sob controle. Até que… parou.
A luz oscilou levemente, o elevador fez um barulho seco e ficou ali, imóvel. Um silêncio estranho tomou conta do espaço. Não era só ausência de som, era presença de tensão. Olhei pro painel. Nada. Apertei o botão. Nada. Apertei de novo. Nada. Olhei pro homem. Ele olhou pra mim.
E naquele momento, alguma coisa dentro de mim mudou.
Não foi medo. Foi uma ansiedade que veio rápido demais, como uma onda. Subiu, tomou conta. Meu coração acelerou, minha respiração ficou curta. E, do nada… eu ri.
Foi um riso pequeno, quase tímido. Daqueles que escapam. Tentei ignorar, respirei fundo, olhei pro lado.
‘Para, Maria! Fica calma.’
Mas veio outro. Um pouco maior e depois mais um. Quando percebi, eu já não estava mais no controle.
Era um riso nervoso, involuntário, completamente fora de hora. Levei a mão à boca, tentei disfarçar, virei de lado, mordi o lábio, segurei o ar. Mas, quanto mais eu tentava controlar, mais meu corpo reagia. Era como se algo tivesse sido liberado e não existisse botão de pausa.
O homem começou a me observar com mais atenção. Primeiro, com curiosidade. Depois, com uma certa preocupação, eu ali, presa no elevador, presa na situação, presa dentro de mim. Rindo sem motivo, sem controle, sem qualquer possibilidade de voltar ao normal.
Eu pensava: ‘Ele deve estar achando que eu sou completamente desequilibrada.’ E, naquele momento, eu não tinha argumentos pra discordar.
Apertei o botão de emergência com força, quase como um pedido de socorro emocional. ‘Alô?! Estamos presos!’ Minha voz saiu entrecortada e, no meio da frase… eu ri de novo.
Do outro lado, alguém respondeu, perguntou se estava tudo bem. Eu tentei dizer que sim, mas não conseguia falar sem rir.
Expliquei a situação… rindo. Respondi perguntas… rindo. Respirei fundo… rindo. Era desesperador e, ao mesmo tempo, impossível de parar.
O tempo começou a se distorcer. Eu olhava pro painel, nada acontecia. O homem já não sabia mais pra onde olhar e eu já não sabia mais como parar. Foram sete minutos. Mas dentro daquele elevador… pareceram horas.
Quando a porta finalmente abriu, eu não esperei. Saí rápido, sem olhar pra trás, sem tentar explicar, sem tentar recuperar nada. Eu só queria sair dali. Do elevador, da situação… de mim.
A reunião? Eu cheguei. Sentei. Respirei. Tomei água. Ajeitei a postura. E, aos poucos, voltei. Fingi normalidade. Falei, respondi, sorri. Mas, por dentro… eu ainda estava naquele elevador, tentando entender como, no dia em que eu mais queria controle, eu fui completamente tomada pelo contrário."
Marias, que situação, hein?!?
Tem dias em que a vida não testa a sua capacidade, testa o seu emocional e, às vezes, a gente não dá conta e tudo bem.
Porque a gente não é máquina. A gente é corpo, é emoção, é um conjunto de coisas que nem sempre obedecem, e talvez o verdadeiro controle não seja nunca perder o controle, mas aprender a se acolher depois que ele passa.
E isso… também faz parte de todo mundo.
Até a próxima semana!
Um beijo,
Maria.
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