Eu tinha certeza de que era pra mim… até ele passar direto
Eu já estava pronta pra viver a cena… só esqueceram de me avisar que não era comigo

E aí, Marias!
Eu preciso começar essa história com uma pergunta sincera: vocês também criam cenários na cabeça com base em um olhar?
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Porque às vezes não precisa de muita coisa. Um gesto, um sorriso, um “oi” meio no ar… e pronto. A gente já constrói uma história inteira e o problema não é nem imaginar. O problema é quando a gente acredita.
E a Maria acreditou…
⸻
Era um desses eventos que a gente entra já um pouco mais atenta. Gente bem vestida, conversas acontecendo em todos os cantos, aquele clima de oportunidade no ar. Eu estava ali, presente, observando, tentando me posicionar, mas sem pressão. Pelo menos era o que eu dizia pra mim mesma.
Até que, em um determinado momento, eu vi.
Uma pessoa importante.
Daquelas que você sabe que, se te notar, pode mudar alguma coisa. Pode abrir uma porta, gerar uma conversa, criar uma conexão. Eu reconheci na hora e, sem perceber, meu comportamento mudou um pouco. Fiquei mais atenta, mais consciente, mais… disponível.
E foi então que aconteceu.
Ele olhou na minha direção. Direto.
Sustentou o olhar por alguns segundos… e sorriu.
Não foi um sorriso qualquer. Foi aquele tipo de sorriso que parece intencional. Que parece reconhecer. Que parece dizer: “eu vi você.”
E, naquele instante, alguma coisa dentro de mim respondeu.
“Ele me notou.”
Eu tentei disfarçar. Olhei de lado, fingi naturalidade, mas por dentro eu já estava reorganizando tudo. Minha postura mudou, minha expressão ficou mais aberta, minha atenção voltou inteira pra aquele momento.
“Será que eu vou lá?”
“Será que ele vem?”
“Será que é agora?”
A gente faz isso, né?
Em segundos, eu já tinha criado possibilidades, caminhos, cenários. Até que ele começou a andar… na minha direção.
Meu coração acelerou.
Eu respirei fundo, ajeitei o cabelo discretamente, alinhei o corpo. Tentei parecer tranquila, mas, por dentro, eu estava completamente tentando controlar cada movimento.
Ele vinha.
Passo a passo.
Quando ele chegou mais perto, eu preparei um sorriso leve. Aquela expressão de quem está segura. De quem não está esperando… puro fingimento!
E então… ele passou por mim.
Sem parar. Sem falar. Sem olhar de novo.
Na mesma hora, eu virei o rosto, quase automaticamente, e foi aí que eu entendi: o sorriso não era pra mim, era pra alguém atrás de mim.
Sabe aquele segundo em que tudo desmonta? Foi esse.
Eu senti um leve calor no rosto. Não era vergonha escancarada, mas era aquela sensação interna de “eu entendi tudo errado.” E, por alguns segundos, eu quis desaparecer. Sair dali, pegar o celular, fingir que estava ocupada, qualquer coisa que me tirasse daquele lugar. Mas eu não saí.
Eu respirei, fiquei e observei.
E foi nesse momento que algo virou, porque, enquanto eu ainda digeria o mini constrangimento, outra pessoa se aproximou de mim.
Naturalmente, sem tensão, sem expectativa criada antes. E começamos a conversar.
Era leve. Fluído. Sem esforço. Sem roteiro na minha cabeça.
Eu respondi sem pensar demais, sem ensaiar, sem tentar parecer nada além do que eu era.
E a conversa foi acontecendo.
Quando eu percebi, já estávamos rindo, trocando ideias, conectando de verdade e ironicamente… foi exatamente ali que eu fui notada: sem esforço, sem construção mental, sem precisar interpretar olhar nenhum.
No fim, viramos sócios e aquela pessoa que eu desejava tanto que me notasse, hoje, é nosso cliente.
⸻
Mariasssss…
Às vezes, a gente acha que precisa ser vista por alguém específico pra validar alguma coisa dentro da gente. Mas nem todo olhar é convite.
E nem toda oportunidade vem de onde a gente imagina.
Porque, naquele dia, a Maria não foi notada por quem ela achou que seria.
Mas foi vista. E talvez seja isso.
Nem tudo que a gente interpreta… é sobre a gente.
Mas aquilo que é… não deixa dúvida.
Até a próxima semana!
Um beijo, Maria.
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