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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Por favor, protejam seus filhos dos perigos das telas (ou pelo menos, tentem!)

A ciência ainda não consegue mensurar os desafios pós uso de telas na infância; veja como minimizar os impactos

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Cuidado: as telas sempre são mais atrativas: elas nos silenciam, nos entretém, nos anestesiam Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Na minha opinião, a principal discussão sobre parentalidade moderna é o uso das telas na infância. Ninguém sabe ainda o quão grandioso pode ser o impacto disso.

Nós e a ciência ainda não tivemos tempo e amostragem suficiente para entender o tamanho desse desafio. O que não há dúvidas é que as telas estão por todo lugar e precisamos “tatear” um uso saudável.


Eu sempre acho que proibir é pior, e pode causar um efeito reverso de fixação pelo objeto de desejo. Na minha casa, por exemplo, nós compramos um tablet para o nosso filho com 4 anos. Escolhemos, deliberadamente, um modelo muito simples, com a tela maior, definição menor e um touch ruim.

Pensei: “Não quero isolar meu filho do mundo, ele precisa ter acesso à tecnologia, mas também não vou facilitar esse vício”.


Ele sempre pode ligar em situações específicas como longas viagens de carro, nunca pode levar quando saímos para fazer atividades e jamais pode usar nas refeições.

Acho que nos saímos bem, ele tem um relação saudável com o tablet: gosta, se diverte, mas não é dependente como outros amiguinhos. Sempre prefere o mundo real e raramente pede por ele.


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Tela x mundo real

As telas sempre são mais atrativas: elas nos silenciam, nos entretém, nos anestesiam. Para ter esse mesmo efeito com crianças é preciso ter muita criatividade e disposição.

A última vez que eu viajei com filho de avião, optei por levar apenas brinquedos e um baralho de ‘Rouba monte’. Resultado? Durante uma hora eu precisei jogar 26 partidas.


Seria mais fácil levar o tablet e ter a minha paz? Seria, mas eu educar exige disposição e eu escolhi ter esse tempo com o meu filho. Pelo nosso vínculo e pela saúde mental e social dele.

Às vezes, não tem jeito

Nem sempre é possível ter tempo, disposição e boas ideias. E está tudo bem. Telas são uma realidade e também trazem benefícios se usadas com equilíbrio.

Recentemente, eu ouvi em uma rádio uma entrevista muito interessante sobre exposição de crianças as telas com Dr. Thiago Blanco. Ele é psiquiatra da infância e adolescência e mestre doutor no tema.

Na entrevista, ele afirmava que o grande dilema atual é saber quanto tempo podemos expor nossos filhos a telas. Segundo o Dr. Thiago, não há uma resposta concreta para isso.

O que sabemos hoje é que quanto menos tempo melhor.

Ele também deu algumas dicas que fizeram total sentindo para mim, e comecei aplicar em casa com êxito. Compartilho com vocês aqui:

  • Telas maiores são sempre melhores que as menores;- Não usar fones de ouvido é melhor do que usar;
  • Vídeos longos são sempre melhores que vídeos curtos;
  • Assistir juntos é sempre melhor que assistir sozinho.

Essa última dica se conecta muito com o falamos nesse perfil: tempo de qualidade juntos.

Não deixe seu filho assistindo vídeos aleatórios sozinho, assista um pouco com ele, entenda seus interesses, saiba o que ele consome e ofereça alternativas sobre os temas no mundo real.

Isso traz, além de vínculo, segurança para os pequenos e para a gente.

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