Governo dos EUA revogou mais de 175 mil vistos durante gestão de Donald Trump
Medida do Departamento de Estado atingiu estrangeiros envolvidos em crimes e tornou permanente caução para 50 países
Vanity Brasil|Do R7

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo do presidente Donald Trump. De acordo com o comunicado oficial divulgado pelo órgão americano, as revogações atingiram indivíduos que “violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes, incitaram violência contra cidadãos americanos, fraudaram americanos, abusaram do nosso sistema de imigração ou colocaram em risco a segurança nacional”.
A maioria do cancelamento dos documentos ocorreu após “encontros com a polícia”, conforme relatou o departamento. Entre as principais causas citadas estão agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, roubo e infrações relacionadas a entorpecentes. As autoridades listaram ainda casos específicos de pessoas acusadas de estupro e agressão sexual, sequestro, tráfico de pessoas e um indivíduo que responde a mais de uma dúzia de acusações por posse de material de abuso sexual infantil.
O governo americano também comunicou o cancelamento de vistos de estrangeiros que comemoraram a morte do ativista conservador Charlie Kirk, incluindo uma pessoa que declarou que ele “morreu tarde demais”.
Programa de caução para vistos
Além das revogações, o Departamento de Estado anunciou a consolidação permanente de um programa de fiança para a concessão de vistos de negócios e turismo (categorias B1 e B2). A medida atinge cidadãos de 50 países, em sua maioria do continente africano.
Conforme o texto oficial, o projeto-piloto de caução foi testado ao longo de um ano e “forneceu dados suficientes para sugerir que um programa de fiança de visto é uma ferramenta eficaz” para prevenir a permanência irregular nos Estados Unidos.
“Os funcionários consulares podem exigir que os solicitantes de vistos de não imigrante abrangidos depositem uma caução de até US$ 20.000 como condição para a emissão do visto, conforme determinado pelos funcionários consulares”, estabelece o comunicado. O Brasil não integra a lista de países submetidos à norma.
De acordo com o governo dos EUA, a exigência atinge nações que apresentam elevadas taxas de permanência irregular após o vencimento do visto, deficiências na checagem de antecedentes ou no compartilhamento de dados com as autoridades americanas. Entre as nações da lista estão Angola, Cabo Verde, Cuba, Guiné-Bissau, Moçambique, Nicarágua, São Tomé e Príncipe e Venezuela.












