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11 anos após pai tirar vida da filha reviravolta vem à tona

Uma reviravolta aconteceu 11 anos depois do pai ter tirado a vida de sua filha Sophia.

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Bebê Mamãe|Do R7

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Pai foi condenado pela partida de sua filha depois de 11 anos Reprodução: Arquivo Pessoal

Uma reviravolta veio à tona no caso do pai Ricardo Krause Esteves Najjar que tirou a vida de sua filha Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de 4 anos. Ricardo foi condenado pela morte de sua filha. A menina faleceu em 2015. E a condenação aconteceu apenas na última sexta-feira (14), 11 anos depois do crime!

Ricardo foi condenado a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo homicídio doloso, quando há intenção de matar, de sua filha Sophia. Quem conseguiu esta condenação foi a promotora de Justiça Luciana André Jordão. A menina Sophia foi encontrada sem vida no apartamento do pai na região do Jabaquara em São Paulo com uma sacola plástica na cabeça. A causa da morte foi asfixia.

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Pai acaba de passar pelo seu 4º julgamento

No total, o pai Ricardo Krause Esteves Najjar passou por quatro julgamentos. O primeiro aconteceu em 2018 no qual ele foi condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso qualificado (quando há intenção de matar) pela morte de sua filha.

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Contudo, dois anos depois, em 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o julgamento. O motivo da anulação foi porque o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu contradições nas respostas dadas pelos jurados aos quesitos que foram apresentados a eles.

Foi realizado então um julgamento em 2023. Neste julgamento, os jurados passaram a classificar o crime como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. E a pena que foi aplicada foi de somente um ano, seis meses e 20 dias de prisão. Ricardo sequer cumpriu esta pena devido a prescrição do crime.

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O Ministério Público recorreu da decisão de 2023 alegando que ela ia contra as provas técnicas produzidas no processo, em especial o laudo necroscópico da menina. Os promotores alegaram que o laudo constatou lesões compatíveis com um homicídio doloso, quando há intenção de matar. Este recurso foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e foi determinada a realização do novo julgamento.

A defesa de Ricardo ainda tentou reverter a decisão pelo novo julgamento. Mas não conseguiu. Assim, ocorreu este julgamento de agosto de 2026, no qual Ricardo foi novamente submetido ao tribunal do júri e, desta vez, foi condenado.

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Além disso, um ano depois do crime, em dezembro de 2016, Marco Aurélio, do Suprem0 Tribunal Feder4l, mandou que o Ricardo fosse soltou. Na decisão, ele disse que estava ocorrendo “excesso de prazo” na prisão temporária, que foi decretada antes da condenação com o objetivo de preservar as investigações e/ou evitar outros crimes.

O que o pai da menina Sophia disse

Após a partida de sua filha, o pai da menina Sophia, Ricardo, sustentou a versão de que o que houve com ela foi um acidente doméstico. A menina Sophia morava com a mãe, mas passava alguns períodos no apartamento do pai na região do Jabaquara em São Paulo.

Foi justamente no apartamento de Ricard que a menina Sophia foi achada sem vida e com uma sacola plástica na cabeça. Ela partiu em decorrência de uma asfixia. Por duas vezes os peritos investigaram o apartamento e nas duas ocasiões a conclusão foi a mesma: havia apenas Ricardo e sua filha Sophia no apartamento no momento da morte dela. A namorada de Ricardo e a irmã da namorada viviam também neste apartamento, mas não estavam no local no dia do crime.

O pai foi preso dois dias após o velório de sua filha. O pai continua alegando que estava tomando banho e quando saiu encontrou com a sua filha com uma sacola na cabeça e sem respirado. Acontece que esta versão de Ricardo não é compatível com o que as investigações apontaram. O laudo necroscópico da menina Sophia apontou que ela sofreu uma asfixia que foi causada por alguém, algo doloso. A menina contava com manchas roxas pelo corpo, o tímpano rompido e uma lesão na parte interna da boca.

Menina Sophia tinha quatro anos quando seu pai tirou sua vida Reprodução: Arquivo Pessoal
Menina Sophia partiu em decorrência de asfixia Reprodução: Arquivo Pessoal
Pai sorriu depois de ser inocentado por ter tirado a vida da filha Reprodução: RecordTV
A mãe da menina Sophia lutou pela condenação do pai da menina Reprodução: Arquivo Pessoal

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