15 dias após menina Samyra partir, mãe é presa. Saiba motivo
A mãe da menina Samyra foi presa 15 dias após a partida dela, em uma reviravolta impressionante.
Bebê Mamãe|Do R7

Em uma reviravolta surpreendente, a mãe da menina Samyra Roberta Almeida, que partiu aos 10 anos de idade, foi presa. A mãe Angélica foi detida pela Polícia Civil de São Paulo na última terça-feira (25) em Peruíbe, litoral paulista. Era esta a cidade em que a família vivia.
A menina Samyra foi encontrada sem vida em sua casa na madrugada do dia 10 de agosto. Ela foi achada em um cômodo da residência pelo irmão caçula. E a garotinha estava com uma coleira de cachorro presa no seu pescoço.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe de Samyra foi localizada e conduzida para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe, onde continua à disposição da Justiça. Na semana passada, a mãe de Samyra teria passado por uma acareação na residência junto com os dois vizinhos, um pai e um filho de 74 anos e 47 anos respectivamente. Os vizinhos foram apontados como suspeitos inicialmente. Mas apenas a mãe de Samyra está detida.
A prisão da mãe se deu após os investigadores terem identificado contradições nos depoimentos e também terem reunido novos elementos durante a investigação.
Estes elementos apontaram indícios de que Samyra poderia ter sido submetida a abusos recorrentes e a longo prazo. Além disso, os investigadores também concluíram que Samyra não teria sido capaz de se colocar da forma como ela foi achada. Ou seja, ela não fez isso consigo mesma.
Mãe da menina Samyra havia se emocionado ao falar da filha
A prisão da mãe da menina Samyra aconteceu 15 dias após a partida dela. Nos dias seguintes a partida de Samyra, a mãe dela chegou a conversar com a RecordTV. Angélica chorou ao falar da filha e afirmou que não conseguia entrar novamente na casa em que sua filha foi achada sem vida.
A mãe, inclusive, não acompanhou a equipe da RecordTV dentro da residência. Justamente porque alegou que não conseguiria fazer isso.
Angélica disse para a RecordTV: “Eu não consigo entrar. É muito difícil para mim. Eu entrei em pânico porque para mim, minha filha nunca demonstrou nada. Eu até falei: ‘como? Não tem como isso!’. Mas o médico falou que minha filha já estava sendo abusada há alguns dias. Minha filha nunca falou nada era uma criança normal. Vai ficar uma lembrança que…só Deus, não consigo nem falar, uma dor enorme, muito grande”.
A mãe também falou sobre o que teria acontecido nas horas antes da partida de sua filha. “Foi no dia de domingo, ela tava normal, brincalhona, como ela sempre foi. A gente tava em um dia normal da gente, a gente foi passear ainda, ela chegou normal em casa. Como sempre a gente faz, fechamos a porta, entramos para dentro de casa. Ai ela pegou, deitou na caminha dela, eu deitei na minha cama e meu filho deitou do lado. Nisso eu fui dormir porque eu trabalho no outro dia”.
A mãe também concluiu dizendo : “Ai meu filho falou que ela pegou e levantou para ir no banheiro. O meu filho falou que ela estava demorando e que nisso ele foi atrás dela para ver por que ela tava demorando. E ele falou: ‘mãe, vem ver, vem ver. Eu dei um pulo da cama e já vi minha filha pendurada’”. As investigações do caso continuam, mas a única pessoa detida é a mãe da garota Samyra. Não foi revelado o que aconteceu com o irmão caçula dela, já que ele vivia com a mãe.

















