Adolescente do caso do cão Orelha fala 1ª vez após fazer 18 anos
Jovem se pronunciou sobre o caso do cão Orelha após ter completado 18 anos e impressionou com o que disse
Bebê Mamãe|Do R7

O adolescente que foi envolvido no caso do cão Orelha se pronunciou pela primeira vez. O jovem Igor Zampieri falou depois de ter completado 18 anos e após ter sido inocentado neste caso, pois a juíza entendeu que não existem elementos suficientes para comprovar os atos infracionais investigados.
O adolescente decidiu se pronunciar em suas redes sociais e falar a sua versão. Igor começou dizendo por que só está falando agora: “Hoje eu vim aqui falar a minha versão. Até aqui eu e minha família ficamos em silêncio, as pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém, eu só tava respeitando o processo. E foi pedido pelas autoridades que ficasse em sigilo”.
Ele continuou: “Enquanto eu fiquei em silêncio minha foto era compartilhada, meu nome circulava em grupos nas redes, pessoas me julgavam sem me conhecer, sem jamais terem ouvido minha versão, sem jamais saberem o que realmente aconteceu”.
O adolescente então ressaltou que não tirou a vida do cão Orelha e mostrou fotos suas com cachorros. “E o mais difícil é que as pessoas me julgavam por algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria. Quem teve acesso aos autos do processo sabia disso, eu sabia disso, mas mesmo depois das autoridades terem analisado tudo, da justiça ter arquivado o processo e ter ficado provado tudo, muitas pessoas seguem me chamando de assassino. Então, eu vim aqui falar porque se durante cinco meses falaram de mim, chegou a minha vez”.
Igor ainda falou: “É preciso entender que uma pessoa não pode ser condenada apenas por boatos das redes sociais, sem as pessoas conhecerem a verdade. Eu sempre quis que as pessoas conhecessem a verdade”.
O adolescente concluiu dizendo que em breve irá compartilhar mais vídeos com sua versão sobre o caso do cão Orelha. “Hoje, o silêncio termina. E essa é apenas a primeira parte”, concluiu ele.
Adolescente foi inocentado no caso do cão Orelha
O cão comunitário Orelha partiu no dia 4 de janeiro na região da Praia Brava em Florianópolis. O caso gerou uma grande repercussão no país porque ganhou força a versão de que adolescentes de classe alta teriam agredido o cão Orelha. Os jovens então teriam deixado o cão agonizando.
O cão Orelha foi achado por uma moradora da região que o levou ao veterinário, mas ele não resistiu e partiu. O fato de que alguns destes adolescentes viajaram para os Estados Unidos pouco após o ocorrido fez com que a repercussão do caso aumentasse ainda mais.
No dia 14 de maio, quatro meses após a partida do cão Orelha, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu pelo arquivamento total das investigações neste caso. A juíza responsável pelo caso, Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, entendeu que não existem elementos suficientes para comprovar os atos infracionais investigados.
A decisão foi revelada poucos dias depois do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ter enviado para a juíza Vanessa Bonetti Haupenthal um relatório com 170 páginas no qual alegou que não havia provas suficientes contra os adolescentes no caso.
O MPSC concluiu que a investigação da polícia Civil de Santa Catarina foi baseada em relatos de “ouvi dizer” e que os jovens investigados não estiveram junto com o cão Orelha no lugar das supostas agressões.
O MPSC falou especialmente sobre o então adolescente Igor Zampieri que havia sido apontado como o único responsável pela partida do cão Orelha. Isto porque a polícia civil já havia descartado o envolvimento de outros adolescentes inicialmente apontados no caso.
O MPSC afirmou: “Verificou‑se que, nos instantes em que o adolescente esteve nas imediações do deck, o cão se encontrava a cerca de 600 metros de distância. Dessa forma, não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais”.




















