Advogada revela se crianças de Bacabal foram achadas
Advogada contou se as crianças de Bacabal foram encontradas e o que já se sabe
Bebê Mamãe|Do R7

Afinal, as crianças desaparecidas de Bacabal no Maranhão podem estar entre os meninos e meninas que foram encontrados na Flórida nos Estados Unidos? Esta dúvida tem tido diferentes respostas nos últimos dias. Por isso, reunimos tudo que foi dito pelas autoridades e, também, pela advogada da mãe destas duas crianças, os pequenos Ágatha Isabelly, seis anos, e Allan Michael, quatro anos.
A possibilidade de Ágatha Isabelly e Allan Michael estarem entre as 163 crianças que foram achadas na Flórida, nos Estados Unidos, ganhou força após um menino muito parecido com Allan ter sido fotografado.
A advogada da mãe dos dois pequenos, a Dra. Nathaly Moraes, inclusive, revelou que sua cliente, Clarice Cardoso, foi contatada pela Interpol. Elas estiveram na sede da Polícia Federal para conversarem com representantes da Interpol. E afirmaram que o material genético de Clarice foi recolhido para ser comparado com o do menino que foi encontrado. E também para que ficasse no banco de dados da Interpol.
Delegado diz que as crianças não estão nos Estados Unidos
Com a repercussão do caso, o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, se pronunciou na última quarta-feira (09). Ele afirmou que não há crianças maranhenses com as autoridades americanas no momento.
O delegado disse: “Buscamos a Polícia Federal e obtivemos a confirmação de que não existe pedido algum de cooperação internacional para crianças maranhenses desaparecidas que tenham sido localizadas em alguma operação daquele país. Não há nenhuma criança maranhense hoje que esteja nos Estados Unidos procurando a sua mãe, que esteja em poder das autoridades americanas”.
O delegado, porém, não descartou a possibilidade das crianças Ágatha e Allan terem sido vítimas do tráfico internacional infantil. “Tudo aquilo que foi investigado não leva a crer diretamente que foi isso que aconteceu no caso específico. Mas como a investigação não foi fechada, essa possibilidade não pode ser descartada”.
Ele ainda afirmou que o material genético de Clarice Cardoso já havia sido recolhido antes em suas investigações. “A própria perícia que hoje é um órgão autônomo esteve no local e fez a coleta. Então já havia material genético coletado que foi levado ao banco nacional”.
Advogada da mãe das crianças dá versão diferente
Já a advogada da mãe das crianças desaparecidas, Dra. Nathaly Moraes, deu uma versão diferente daquela apresentada pelo delegado. Ela contou que questionou o consulado brasileiro na Flórida sobre se realmente tinha sido descartado que Allan e Ágatha não estavam entre os 163 menores encontrados. E ela recebeu a resposta de que esta possibilidade ainda não foi descartada.
Ela disse: “Procurei o consulado, fiz o requerimento e perguntei: é verdadeira a informação? Passem para nós. E aqui eu chamo atenção porque a resposta que eu recebi foi: ‘não há confirmação de brasileiros entre as crianças resgatadas até o momento’. Não houve para mim em nenhum momento uma mensagem do tipo: ‘foi descartado’. Disseram que não foi identificado até o momento”.
A advogada ainda criticou o fato de não receber informações sobre as investigações. “O problema não é a complexidade do caso, o problema é a falta de acesso aos autos. Como eu vou fazer meu trabalho se eu não acessar o que está lá? Nós compreendamos as normas e sabemos que a sigilosidade para o processo é necessária. Mas a sigilosidade para o advogado que acompanha a mãe das vítimas. É um sigilo que deve ser flexível. Eu estou na condição de defesa, eu estou na condição de quem está para ajudar”.
A advogada continuou: “O que me preocupa é: por que não recebi acesso aos autos? O que realmente se esconde por trás desses autos? A quem estão tentando proteger? É uma pergunta que eu tenho feito porque a sensação que eu tenho é que ou tem algo que não pode ser mostrado porque envolve pessoas poderosas ou eles realmente estão se protegendo tentando encobrir alguma falha”.
“Eu não estou dizendo que tem falhas porque eu não tenho acesso. Então é o que eu estou dizendo, para mim o processo tem chaves fechadas. O processo para mim é uma casa e essa casa está de portas fechadas. A justiça não pode ser seletiva, e ela está sendo seletiva sim! E nessa seletividade da justiça estão excluindo a Clarice! Vai ficar assim até quando? Não estamos pedindo favor! Pedimos apenas que cumpram o que tem que ser cumprido. Eu enquanto advogada preciso acessar os autos”.

















