Mãe de crianças de Bacabal fala após a Interpol contatá-la
A mãe das crianças desaparecidas de Bacabal falou após a Interpol ter entrado em contato com ela
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe das crianças que sumiram em Bacabal, Clarice Cardoso, falou depois da Interpol ter entrado em contato com ela. Ocorre que existe a possibilidade dos filhos desaparecidos de Clarice, Ágatha Isabelle, seis anos, e Alan Michael, quatro anos, estarem entre as 163 crianças que foram resgatadas na Flórida nos Estados Unidos.
Há alguns dias, foram resgatados na Flórida 163 meninos e meninas com idades entre dois meses e 17 anos. Até onde se sabe, estas crianças são de 12 nacionalidades diferentes, incluindo brasileiros. Inclusive, a foto de um dos meninos achados se destacou por causa da semelhança com Alan Michael.
Nesta terça-feira (08), a advogada de Clarice Cardoso, Nathaly Moraes, confirmou que eles foram contatados pela Interpol, que é uma organização intergovernamental que facilita a cooperação policial entre países e o combate ao crime internacional em todo o mundo.
Advogada da mãe das crianças de Bacabal fala do contato com Interpol
A advogada da mãe das crianças de Bacabal, Nathaly Moraes, disse: “A esperança de encontrar as crianças quilombolas de Bacabal está cada vez maior. Hoje nós recebemos o e-mail e o apoio do núcleo de cooperação internacional colocando as ferramentas da Interpol para nos ajudar”.
Nathaly revelou que ao longo dos oito meses que as crianças estão desaparecidas, não haviam tido este apoio. “Até então, nesse período, a gente não tinha tido esse apoio. E hoje a gente recebeu diretamente do núcleo de cooperação internacional colocando a nossa disposição as ferramentas da Interpol que tanto ajuda nas buscas dos menores quanto na repatriação para trazer estes menores de volta caso encontradas em outros países. E eles tem essa oportunidade em 197 países e isso deixou a gente extremamente animados”.
Nathaly ainda disse que irá se encontrar com Clarice amanhã. “A Clarice tá vindo aqui para a capital amanhã e nós vamos nos encontrar e ir direto para a sede da polícia federal para ter esse alinhamento com o núcleo de cooperação internacional e entender como é que essas ferramentas da Interpol vão nos ajudar”.
As crianças Ágatha Isabelle e Alan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro deste ano. Elas sumiram juntamente com seu primo, Anderson Kauã, oito anos. Mas apenas Anderson Kauã foi encontrado três dias após o desaparecimento. O menino está bem e atualmente com sua família.
Já os irmãos Alan Michael e Ágatha Isabelle não foram achados. Inclusive, nunca foi encontrado qualquer vestígio físico dos dois irmãos, nem mesmo uma peça de roupa.
Advogada da mãe das crianças fez pedido para o consulado
Há dois dias, a advogada de Clarice Cardoso já havia explicado uma atitude que tomou quando soube das crianças que tinham sido resgatadas nos Estados Unidos. A Dra. Nathaly explicou que já estava em contato com o consulado brasileiro dos Estados Unidos para tratar desta questão.
Nathaly Moraes disse: “Nós estamos aguardando o retorno do consulado brasileiro que foi muito hábil, nos respondeu em tempo recorde, estamos mantendo o contato. Como se trata de crianças em estado de vulnerabilidade, todo procedimento tem que seguir uma regra”.
Ela também falou por que não procurou a Polícia Federal naquele momento. “As pessoas me perguntam por que não foi a Polícia Federal e sim ao consulado? Eu vou deixar aqui o parecer que a Polícia Federal me encaminhou quando eu solicitei o desvio de competência, saindo da Polícia Civil para a Polícia Federal. No parecer, a polícia federal dizia que não havia indícios de tráfico de pessoas ou de tráfico internacional no caso”.
Nathaly Moraes concluiu afirmando: “Por isso, eu resolvi não ir novamente a Polícia Federal, mas ir direto ao consulado que é quem está no local e pode intervir, fazer os procedimentos possíveis para que se forem as crianças, elas possam retornar com segurança e saúde. Estamos aguardando”.


















