Criança cai da mesma ponte de jovem por outro erro na corda
Uma criança saltou da mesma ponte que a jovem Maria Eduarda e também se acidentou por erro na corda.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma criança também caiu da Ponte do Esqueleto em Limeira, interior de São Paulo após um outro erro nas cordas durante o salto do rope jump. O caso ocorreu na mesma ponte e também com a mesma empresa, a Entre Cordas, do caso da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Este caso ocorreu dois meses antes da partida de Maria Eduarda.
O ex-funcionário da Entre Cordas, Lucas Lipstre, foi quem revelou este caso em conversa com a equipe do Paulo Mathias. O caso aconteceu dois meses antes da partida da jovem Maria Eduarda. Lucas explicou que a criança estava frequentemente com a equipe da Entre Cordas, na companhia do pai.
De acordo com o ex-funcionário, o menino em questão era como um mascote da Entre Cordas. “O menor de idade era um menino muito extrovertido, para frente, então era usado como o mascote da empresa, vamos dizer assim. Então, ele acabava fazendo esse papel de colocar o cinto, cadeirinha nos clientes e ficar conversando, brincando. Ele colocava o cinto ou cadeirinha e eu tinha que refazer. Qualquer erro ali seria fatal ele colocar um cinto ou cadeirinha errado”, relatou.
Lucas contou que no dia 21 de abril deste ano, a criança quis saltar após o último cliente. O menino saltava com alguma frequência. “Já tínhamos finalizado todos os clientes. A Evelyne (Evelyne dos Santos Gonçalves, uma das sócias da Entre Cordas) estava gravando o vídeo com ele (o menino) para fazer o marketing da empresa. Um cliente antes fez o salto e a corda ficou lá embaixo, a corda estava lá embaixo e não foi feito o debrê, subiram a corda sem conferir o debrê e foi quando colocaram a corda no peitoral dele. Então, ela estava gravando, fazendo a filmagem, foi quando ele (criança) saltou”, disse.
O ex-funcionário explicou que a ausência do debrê, tipo de amarraçã0, fez com que a corda da criança ficasse frouxa e ela então atingiu o chão. “Essas cordas são o debrê, ela tem dois fechos, você faz duas amarr4ções nela porque se uma der errado tem a outra de segurança, ai a corda em cima do ferro, depois a gente desce o cliente até embaixo, a gente desce, o cliente coloca os pés no chão e então tira a corda do peitoral dele. Foi feito isso com o cliente anterior, só que depois não puxaram ela para cima novamente, aqui ela tem uma marcação preta que não foi puxada, ela estava totalmente no chão”.
Lucas continuou: “Foi quando subiram a corda novamente, o menor de idade falou: ‘eu vou saltar’. A Evelyne falou: vamos fazer um vídeo para divulgar nas redes sociais. Ai foi quando ele saltou e ele foi diretamente para o chão. A corda de segurança estava frouxa, não estava presa adequadamente, não foi feito o que chamamos de debrê que é a amarraçã0”.
Criança caiu no chão por outro erro na corda ao saltar
O ex-funcionário Lucas relatou que a criança bateu no chão ao saltar pelo fato da corda estar frouxa. “Ele bateu literalmente no chão. O pai dele ouviu, teve aquele barulho, ai o pai dele falou: a corda, ninguém amarrou a corda, ai foi quando ele (o menino) respondeu: ‘tio, eu posso levantar?’. E a gente: ‘não, a gente vai chamar o resgate, não levanta’. Mas o pai dele autorizou, eu ele levantou”, disse.
Felizmente, a criança não se machucou gravemente, apesar de ter batido no chão. Lucas considerou a situação um milagre. “Ali quem não acredita em milagres, presenciaram. Ele estar vivo foi literalmente um milagre”, afirmou.
O caso fez com que Lucas decidisse não trabalhar mais com a Entre Cordas. “Foi inclusive o último dia que eu participei da equipe porque depois que ele caiu eu vi que ela (Evelyne) tava preocupada com mídia e não se importou nem com ele e nem com o pai dele que isso pra mim foi o cúmulo, foi no dia 21 de abril que foi o último evento que eu participei”.
Lucas ressaltou que a maior preocupação de Evelyne após o ocorrido foi apagar os vídeos. “Quando aconteceu o ocorrido, ela imediatamente mandou apagar o vídeo porque ninguém podia ver aquela imagem. Tinham dois clientes lá ainda quando aconteceu e a maior preocupação dela era que estes clientes não vazassem nada”.
O ex-funcionário também surpreendeu ao contar que foi chamado para trabalhar para a Entre Cordas apenas após o seu primeiro salto! “Meu primeiro salto foi com a Entre Cordas, depois que eu saltei, a Evelyne me chamou para fazer parte da equipe, eu era cliente. tem oito ou nove meses que eu estava fazendo… todos os funcionários que estão lá eram clientes, não têm curso. Fora os três sócios que são o Felipe, a Evelyne e o Maicon, todos os outros eram freelancers”, explicou.
Dois meses após a criança cair, jovem Maria Eduarda partiu
Após o acidente com a criança no dia 21 de abril, a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas partiu no dia 13 de junho. Ela foi arremessada sem corda nenhuma por três instrutores da Entre Cordas. Ela partiu ainda no local após cair de uma altura de 27 metros sem nenhum tipo de proteção.
O caso está sendo investigado pela polícia Civil de Limeira. Seis pessoas já foram detidas. Os três homens que jogaram Maria Eduarda: Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Eles foram detidos no dia em que a jovem partiu.
E cerca de uma semana depois, outras três pessoas foram detidas: Os dois rapazes que haviam fugido no dia, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, e também Evelyne dos Santos Gonçalves.


















