Laudo revela causa da partida da bebê e pais são indiciados
Foi revelado o laudo preliminar da bebê Maria Fernanda que apontou a causa da sua partida.
Bebê Mamãe|Do R7

O laudo preliminar apontou qual foi a causa da partida da bebê Maria Fernanda Cândido da Rocha. A menina foi encontrada sem vida no dia do seu aniversário de dois anos de idade, na última quarta-feira (17).
Nesta quinta-feira (18) foi revelado o laudo preliminar. A bebê se perdeu na segunda-feira (15) após ter sido deixada sozinha em casa por seus pais durante um breve período de tempo. O caso aconteceu na fazenda em Doverlândia, interior de Goiás. Na fazenda na qual os pais da menina são caseiros.
Segundo os pais, eles foram para uma represa próxima a casa e deixaram a bebê brincando na residência. Quando estavam na represa, ouviram o grito da filha e a mãe voltou para a residência, mas não a encontrou. A procura pela menina durou três dias contando com a participação de bombeiros, policiais, cães farejadores, drones, entre outros.
Infelizmente, a bebê foi achada sem vida na beira de uma represa distante dois quilômetros de sua residência. Ela foi encontrada sem vida na quarta-feira (17) e velada nesta quinta-feira (18).
Laudo preliminar revelou a causa da partida da bebê
O laudo preliminar feito pela polícia Científica revelou que a causa da partida da bebê Maria Fernanda não tem nenhuma relação com terceiros ou atos de violência. O laudo apontou como causa da morte da menina: hipotermia e desidratação com a possibilidade de um afogamento atípico, quando não é encontrado água nos pulmões.
Além disso, os pais da bebê serão indiciados por abandono momentâneo de incapaz. Mas é importante ressaltar que os pais de Maria Eduarda não foram detidos.
O delegado do caso, Ramon Queiroz falou para a imprensa local sobre o caso. “72 horas após o desaparecimento da Maria Fernanda nós podemos afirmar com bastante firmeza e precisão afirmando que não houve uma terceira pessoa, não houve violência na morte dessa pequena”, disse o delegado.
O delegado continuou: “E por que estamos com tanta certeza disso? Participamos do caso efetivamente desde o início do desaparecimento. Participamos das buscas desde segunda-feira. Nós vivenciamos todos aqueles dias ali, tanto procurando quanto investigando. E isso vem a corroborar agora com exames periciais, a Maria Fernanda fica sozinha por um momento, ela sai do obstáculo que há para que ela não saia e acaba indo em direção ao rio onde partiu”.
Ele também explicou que a bebê era capaz de percorrer a distância de dois quilômetros na qual foi achada. “Era uma criança desse habitat, o próprio pai ensinou ela a andar pelo capim, e ela caminhava bem. É perfeitamente possível entender que essa criança poderia caminhar os dois quilômetros dessa situação”.
A perita do caso explicou: “Nesse primeiro momento a gente ainda precisa de um exame complementar que é uma avaliação microscópica para definição exata da causa do óbito, mas o mais importante nesse momento é a exclusão de qualquer tipo de trauma ou violência que possa estar associado ao óbito”.
Ela então falou sobre a questão do possível afogamento da menina. “Os sinais de afogamento típico não estão presentes, mas os sinais de afogamento atípico temos que descartar com outro exame associado aos sinais que observamos de desidratação e com esse histórico de baixa de temperatura na região, hipotermia”, concluiu. Não foi revelado quando estes outros exames serão concluídos e divulgados.



















