O que houve com menina de 12 anos que tirou a vida da mãe
Uma menina de 12 anos tirou a vida de sua mãe em Manaus e foi revelado o que houve com ela.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma menina de somente 12 anos tirou a vida de sua mãe de 48 anos, Francisca Alves Praia. Maiores detalhes sobre o que houve e onde a pré-adolescente está no momento foram revelados e impressionaram.
A menina tirou a vida de sua mãe no dia 17 de agosto do ano passado em Manaus, Amazonas. Ela fez isso com a ajuda do suposto namorado, um homem de 25 anos de idade chamado Renato Costa. O homem foi detido quatro dias após o crime, respondendo por homicídio, já a menina foi apreendida na mesma data por ato infracional análogo ao mesmo crime. De acordo com o delegado adjunto Adanor Porto da DEHS, Francisca Alves Praia foi achada sem vida em sua casa pela filha de 18 anos cerca de 12 horas depois do crime. A jovem então chamou a polícia e as investigações começaram.
O delegado Adanor Porto explicou: “Na noite de domingo, a mulher foi encontrada morta em sua residência, e sem roupas. Além disso, a casa estava com vários objetos revirados, o que nos levou a apurar, inicialmente, a possibilidade de latrocínio e abuso, que segue em investigação. O caso foi denunciado pela filha mais velha de Francisca, de 18 anos”.
Conforme as investigações avançaram, o vizinho Renato foi apontado como o principal suspeito. “Desta forma, solicitamos à Justiça pela sua prisão temporária e, após as buscas, ele foi preso quatro dias depois”, explicou o delegado Adanor.
O delegado ainda contou que Renato afirmou no interrogatório que foi a menina de 12 anos quem o mandou tirar a vida de Francisco. “Em interrogatório, ele confessou o crime e relatou como foi a dinâmica dos fatos, inclusive, afirmando que teria agido a mando da filha da vítima, de 12 anos, com quem ele mantinha um relacionamento escondido”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, Renato disse que na madrugada do crime foi abordado pela menina que pediu que ele tirasse a vida de Francisca. A pré-adolescente ainda teria dito que o motivo de querer isso seria a relação conturbada com a mãe e discussões constantes entre as duas.
O delegado ainda falou que o suposto relacionamento entre Renato e a pré-adolescente seria outra motivação. Isto porque Francisca seria contrária ao relacionamento da filha de 12 anos com o homem de 25 anos. “Entre as motivações para as discussões, seriam de que Francisca não deixava a filha sair e nem ter relacionamentos. O autor, na esperança de continuar com o relacionamento com a adolescente, executou o homicídio”, afirmou.
O delegado também contou como tudo aconteceu. “Ele invadiu a casa, entrou pelo telhado e foi até a cozinha, onde se armou de uma faca e seguiu para o quarto dela. No local, em ato contínuo, desferiu várias facadas no pescoço de Francisca”. A menina de 12 anos teria ficado na varanda da casa enquanto tudo acontecia.
O delegado titular, Ricardo Cunha, também falou sobre o caso. “Em apenas quatro dias, a DEHS conseguiu identificar o responsável pelo homicídio, agravado pela crueldade em que foi praticado contra a vítima, que é uma pessoa com deficiência (PcD). Além disso, o crime também contou a participação da filha da vítima, uma adolescente, e por isso a DEHS trocou informações com a Deaai, a qual representou pelo mandado de busca e apreensão e a internação dela”.
Menina de 12 anos deu a sua versão sobre o que aconteceu
O delegado titular da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais, Luiz Rocha, revelou qual foi a versão da menina de 12 anos sobre a partida de sua mãe. A pré-adolescente nega participação na partida de sua mãe, mas confirma o relacionamento conturbado.
“Conseguimos localizá-la 4 dias depois. E em interrogatório, ela confirmou que tinha um relacionamento conturbado com a mãe, porém negou qualquer participação na empreitada. Inclusive, a adolescente relatou que não tinha relacionamento com o autor, de 25 anos, e que apenas ele tinha interesse nela”, contou o delegado.
A menina respondeu por ato infracional análogo ao crime de homicídio. Ela está sob responsabilidade do Juizado da Infância e Juventude Infracional. De acordo com a advogada criminalista Dra. Ana Carolina Badaró, a pré-adolescente passará no máximo três anos apreendida.
Em conversa no Investigação Criminal, Ana Carolina Badaró disse: “O menor não comete crime, comete ato infracional equiparado ao crime de homicídio e o máximo de internação é de três anos. Aqui a filha com a mãe é muito mais grave. Ela vai responder por esse ato infracional análogo ao homicídio e vai caber ao juiz determinar uma internação de no máximo 3 anos. E quando completa 18 anos ela volta a ser réu primária”.
Menina pode ter tido outra motivação para tirar a vida de sua mãe
O delegado adjunto Adanor Porto ainda surpreendeu ao revelar que a menina de 12 anos e o suposto namorado de 25 anos podem ter tido uma outra motivação para tirarem a vida de Francisca.
O delegado afirmou que a dupla tinha conhecimento e interesse em uma quantia de 17 mil reais que Francisca iria receber como um benefício por causa de sua deficiência. “O caso não foi plenamente elucidado e segue em investigação. Assim que tivemos conhecimento da participação da adolescente no crime repassamos as informações para a Deeai”.


















