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Revelado o que será do menino que partiu por não dar bom dia

Foi revelado o que vai acontecer ao menino Oliver que continua no IML 13 dias após partir.

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Menino Oliver segue no IML 13 dias após partir Reprodução: Arquivo Pessoal

Foi revelado o que irá ocorrer com o menino Oliver Golden Grayson, três anos. A criança partiu depois de ter sido agredida pelo próprio pai, D'Andre Jermaine Grayson, por não ter lhe dado “bom dia”. O caso ocorreu em Viamão, Rio Grande do Sul.

O menino foi agredido por seu pai no dia 5 de julho. Ele ficou internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas partiu por morte cerebral na madrugada do dia 9 de julho. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou que os órgãos da Oliver foram doados com a autorização da família.


O pai D’Andre foi preso ainda no dia 5 de julho, assim que levou o filho ao hospital e foi constatado que o causador das agressões foi ele. Já a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, foi presa horas após seu filho ter partido.

Os outros quatro filhos do casal, com idades entre nove anos e um ano estão sob os cuidados do Conselho Tutelar. As crianças confirmaram que eram agredidas pelo pai e que a mãe os fazia esconder as agressões e mentirem sobre o que havia acontecido, caso fossem questionados.


Menino Oliver está no IML há 13 dias

O caso que já é muito difícil, está passando por mais uma situação complicada. Isto porque o corpo do menino Oliver continua no Instituto Médico Legal 13 dias após a sua morte. Acontece que os pais dele são norte-americanos e não têm outros familiares no Brasil, além dos próprios filhos. Os pais estão detidos justamente pela morte do filho, então não há quem possa enterrar a criança.


Nesta terça-feira (21) foi revelado que esta questão foi solucionada e o pequeno Oliver finalmente poderá ser velado e enterrado. O velório e enterro do menino Oliver acontecerá na quarta-feira (22) em um cemitério em Porto Alegre. E será a prefeitura de Viamão quem vai custear o enterro porque a família se enquadra nos critérios de vulnerabilidade necessários para que aconteça um “velório social”.

A justiça determinou que a mãe do menino Oliver, Mayanna, seja escoltada para fora da prisão para reconhecer o corpo do filho. O deslocamento da mãe saindo da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba até o Departamento Médico-Legal (DML) foi autorizado após o Ministério Público do Rio Grande do Sul informar ao Judiciário que todas as perícias necessárias já foram concluídas. Sendo que assim não havia mais impedimentos legais para a entrega do corpo à família.


Dias antes, por meio de seus advogados, Mayanna havia pedido uma liberação para o velório e enterro do filho. Mas este pedido foi negado pela direção do Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, onde ela está. A defesa de Mayanna se pronunciou sobre esta decisão, afirmando se tratar de uma “punição antecipada”.

As investigações do caso continuam e a previsão é de que o inquérito seja concluído no começo de agosto. 11 testemunhas já foram ouvidas até o momento. A conduta de Mayanna em relação aos filhos está sendo avaliada.

Os investigadores procuram entender se a mãe Mayanna foi apenas omissa ou se ela também praticava as agressões contra os filhos. Já em outro inquérito separado, a polícia Civil está investigando se Mayanna sofria violência física e psicológica do seu marido.

A delegada Luana Tamiozzo Medeiros, que é responsável pelo caso, contou para a Rádi0 Gaúcha: “Nós verificamos ao longo da investigação que essa mãe era conivente com tudo que acontecia naquela casa. Que me parece uma violência doméstica bem intensa no âmbito psicológico e físico. Essas agressões nós temos conhecimento que ocorrem há pelo menos oito anos. A criança mais velha da família tem nove anos, ou seja, ela tinha apenas um ano quando foi agredida”.

A delegada também relatou: “As crianças eram agredidas e a mãe encaminhava essas crianças para o hospital, mas fazia que essas crianças mentissem sobre o motivo das lesões. As crianças viviam com roupas compridas para cobrir as marcas das agressões. Eles diziam para as crianças não mostrarem o corpo para ninguém, nem para médico, nem para ninguém, inclusive tivemos uma dificuldade com o médico do IML porque as crianças não queriam mostrar o corpo”.

Menino de três anos que partiu por não ter dado bom dia ao pai Reprodução: Arquivo Pessoal
O pai do menino Oliver, D Reprodução: Arquivo Pessoal
Foi revelado o que vai acontecer ao menino Oliver que partiu aos 3 anos Reprodução: Arquivo Pessoal

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