'Câmera Record' exibe reportagem 'Os Filhos do Feminicídio'
Programa contará drama de crianças e adultos que tiveram a mãe morta pelo companheiro. Atração vai ao ar neste domingo (19)
Famosos e TV|Do R7

Neste domingo (19), os repórteres do Câmera Record mostram o drama de crianças e adultos que perderam a mãe vítima de feminicídio.
Um estudo da Universidade Federal do Ceará com o Instituto Maria da Penha revela um dado trágico: para cada mulher assassinada pelo companheiro, ao menos dois filhos ficam orfãos no Brasil. Mas como eles vivem hoje após perderem a mãe em circunstâncias tão violentas?
Quem conta essa história são os repórteres Marcus Reis, Gabriela Pimentel, Priscila Grans, Leonardo Medeiros e os editores Fabiana Lopes e Marcelo Magalhães.
O rapaz que ajudou a prender o próprio pai
Logo depois que matou a mãe de Diogo, Rosângela, o pai, Joselito, ficou 10 meses foragido. Revoltado com que ele havia feito, o jovem usou as redes sociais para encontrá-lo.
Ele recebeu inúmeras denúncias de que o pai estaria no interior de Sergipe, e avisou a polícia. Preso, Joselito cumpre pena por feminicídio.
Rosângela foi morta com vários tiros, na frente do filho mais novo. Desde então, Diogo virou pai, mãe e irmão do caçula de 17 anos.
"Jamais vou perdoá-lo pelo que fez. Não existe perdão, não. Nunca mais", garante Diogo.
A jovem que virou mãe dos próprios irmãos
Izabela teve que assumir a responsabilidade de ser mãe dos próprios irmãos. Uma decisão difícil para uma jovem que até pouco tempo atrás era apenas uma criança.
Aos 19 anos, com uma filha de 11 meses, agora Izabela também tem de cuidar dos quatro irmãos. É ela quem dá banho, manda para escola, dá comida e remédio, quando um deles fica doente. Ela tenta fazer tudo o que a mãe, Jutânia, faria se estivesse viva.
"Eu sigo como se eles fossem meus mesmo, meus mesmo, eu sou louca pelos meus irmãos! Eu brigo, mas eu sou louca por eles, por isso que até hoje eles estão comigo, eu podia ter jogado tudo pro ar, deixar com o Conselho Tutelar levar", desabafa Izabela.
Aos 32 anos, Jutânia foi morta a facadas, pelo ex-companheiro, Carlos, na frente da filha de 10 anos. Carlos permanece foragido até hoje.
Nossa equipe teve autorização especial para gravar em duas casas que acolhem e amparam vítimas de violência doméstica. Lá, mães e filhos também resgatam a esperança de viverem em paz, bem longe das agressões de quem deveria protegê-los.
E mais: o reencontro de irmãos separados pela dor. E um condenado por feminicídio fala sobre o crime brutal que cometeu.
Você não pode perder! É exclusivo. No Câmera Record deste domingo (19), logo depois do Domingo Espetacular.















