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Quem era Bagre Fagundes, ícone da música gaúcha, que morreu aos 86 anos

Cantor estava internado desde maio em hospital na capital gaúcha

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bagre Fagundes, ícone da música gaúcha, faleceu aos 86 anos em Porto Alegre, deixando um legado cultural significativo.
  • Nascido em Uruguaiana e crescido em Alegrete, Bagre se destacou por valorizar as tradições do Rio Grande do Sul, compondo canções marcantes como 'Canto Alegretense'.
  • Além de músico, Bagre foi advogado, vereador e presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, mostrando uma trajetória diversificada.
  • Bagre fundou o grupo Os Fagundes com seus filhos, mantendo viva a tradição musical gaúcha, e foi reconhecido com a Ordem do Mérito Cultural por suas contribuições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bagre Fagundes morreu em Porto Alegre Reprodução/Facebook/Bagre Fagundes

O músico, compositor e folclorista Bagre Fagundes morreu aos 86 anos no domingo (2), em Porto Alegre. Um dos nomes mais conhecidos da cultura e da música tradicionalista do Rio Grande do Sul, ele deixou uma trajetória marcada pela valorização das tradições do Estado e por canções que se tornaram símbolos da cultura local, como “Canto Alegretense”.

Bagre estava internado desde maio no Hospital Ernesto Dornelles, na capital gaúcha, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. A morte provocou homenagens de autoridades, artistas e admiradores.


O velório está sendo realizado nesta segunda-feira (3), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A cerimônia será aberta ao público das 10h às 16h.

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Da gaita à música regional

Nascido Euclides Fagundes Filho, em 3 de outubro de 1939, em Uruguaiana, o artista cresceu em Alegrete. Foi ainda jovem que começou a se aproximar da música e das manifestações tradicionais do Rio Grande do Sul.


O apelido “Bagre” surgiu na infância, depois de uma pescaria no Rio Ibirapuitã. O nome acabou se tornando sua identidade artística e passou a acompanhá-lo durante toda a carreira.

A música entrou cedo em sua vida. Ainda jovem, Bagre participou de programas de rádio e passou a se apresentar com uma pequena gaita que havia comprado do irmão. O instrumento seria parte importante de sua formação musical e de uma trajetória que, décadas mais tarde, o transformaria em uma das referências do tradicionalismo gaúcho.


Foi também ao lado do irmão Nico Fagundes que Bagre compôs “Canto Alegretense”. A música se tornou uma das obras mais conhecidas da cultura do Rio Grande do Sul, sendo frequentemente associada ao sentimento de pertencimento e orgulho dos gaúchos.

Além dos palcos

Bagre Fagundes teve uma trajetória profissional bastante diversificada. Formado em Direito pela Universidade de Cruz Alta, trabalhou como advogado e também se dedicou à política, chegando ao cargo de vereador em Alegrete. O futebol foi outra de suas paixões: ele atuou tanto como jogador quanto como árbitro.


Sua ligação com a cultura gaúcha ainda o levou a assumir a presidência do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), ampliando sua atuação na preservação e divulgação das tradições do Estado.

Na música, integrou grupos como Os Angüeras e Inhanduy antes de fundar, em 2001, Os Fagundes. O grupo reuniu Bagre e os filhos Ernesto, Neto e Paulinho, frutos de seu casamento com Marlene Vilaverde, nos palcos, alcançando diferentes gerações.

Ao longo da carreira, recebeu homenagens por sua contribuição à música. Em 2025, foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo governo do Brasil a personalidades de destaque na cultura.

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