Demissões no Xbox seriam ainda maiores do que o anunciado, diz jornalista
Os cortes de 3.200 cargos no Xbox planejados até julho de 2027 são o maior caso de demissões em massa que a indústria de...
Outer Space|Do R7

Os cortes de 3.200 cargos no Xbox planejados até julho de 2027 são o maior caso de demissões em massa que a indústria de videogames já viu, mas o número pode ser ainda pior, já que haverá cargos afetados também em empresas parceiras que não entraram na conta oficial da Microsoft.
De acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, as demissões anunciadas pela CEO Asha Sharma na semana passada são apenas a ponta do iceberg e há "cortes ocultos" envolvendo os muitos prestadores de serviço vinculados aos projetos que foram cancelados pela empresa.
Como exemplo, o jornalista cita o reboot de Perfect Dark que estava sendo desenvolvido pela The Initiative e Crystal Dynamics. Este também envolveu o estúdio Eidos Montreal, uma unidade de desenvolvimento muito ligada ao Crystal Dynamics, e o cancelamento do jogo afetou a equipe.
"O que as pessoas não sabem é que havia outros estúdios trabalhando nesse jogo também. Não posso citar todos porque não confirmei cada um com 100% de certeza, mas, por exemplo, a Eidos Montréal — que é uma espécie de estúdio irmão da Crystal Dynamics — também tinha profissionais trabalhando em Perfect Dark. E há outros também, outros estúdios de prestação de serviços que trabalhavam no jogo. Consequentemente, eles também tiveram que demitir funcionários", comentou o jornalista.
Schreier acrescenta que o impacto pode ser ainda pior para esses estúdios que trabalham à sombra de outros, pois os funcionários demitidos sequer poderão incluir "trabalhei em Perfect Dark" em seus portfólios, já que são comuns acordos de confidencialidade (NDAs) que os impedem de fazer isso.
O efeito em cascata das demissões no Xbox envolve também os parceiros de desenvolvimento do Obsidian Entertainment, que é um dos estúdios sobreviventes, ainda que impactado pelas demissões.
"Eles [Obsidian] cancelaram alguns jogos e esses jogos — pelo menos um deles, talvez vários, não tenho 100% de certeza — também estavam sendo desenvolvidos com parceiros de codesenvolvimento", explicou Schreier. "Assim, esses parceiros de codesenvolvimento agora se veem na situação de ter seus jogos cancelados. Eles estão perdendo dinheiro. Eles não têm condições de manter os funcionários empregados. Precisam cortar vagas, e as pessoas dispensadas sequer podem revelar em que projetos estavam trabalhando".
O jornalista também lembra que o comunicado oficial da CEO Asha Sharma mencionou indiretamente esses parceiros de desenvolvimento ao especificar que os cortes representariam uma redução de 50% nos gastos com fornecedores externos.
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