Memória e armazenamento do PS6 já custariam mais de US$ 680 por console, diz leaker
Só a memória e o armazenamento do PlayStation 6 já custariam mais de US$ 680 por console. A afirmação é do leaker Kepler_L2,...
Outer Space|Do R7

Só a memória e o armazenamento do PlayStation 6 já custariam mais de US$ 680 por console. A afirmação é do leaker Kepler_L2, conhecido por informações sobre hardware da AMD que se confirmaram no passado, e foi feita no fórum
. "RAM + NAND sozinhos passam de US$ 680", escreveu, respondendo a um usuário que duvidava de uma estimativa anterior de custo e sugeria que a Sony poderia subsidiar o console para lançá-lo a US$ 680.
Em outra mensagem, Kepler_L2 disse que a Sony deu azar no momento do projeto. "Quando eles começaram a projetar os SoCs dos consoles, a projeção era de que a GDDR7 chegaria a US$ 3 por GB", afirmou. Desde então, o preço de memória e armazenamento disparou por causa da escassez provocada pela demanda dos data centers de inteligência artificial.
O valor citado cobre apenas a memória GDDR7 e os chips NAND do SSD, sem incluir o processador customizado da AMD, refrigeração, fonte, controle e montagem. O leaker não explicou como chegou ao número nem detalhou capacidades de memória ou armazenamento. Em junho, ele já tinha dito que a lista de materiais do console havia subido para perto de US$ 1.000, contra uma estimativa anterior de cerca de US$ 760. A Sony não confirmou nenhuma especificação, preço ou data de lançamento do PS6, nem sequer anunciou o console oficialmente.
A empresa, porém, já deu sinais de que não pretende absorver toda a alta. Em uma
sessão de perguntas e respostas com investidores
em 5 de junho, o presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, Hideaki Nishino, foi questionado sobre preço e lucratividade do hardware na próxima geração. "Quanto ao preço, não é realista absorvermos todos os aumentos de custo de componentes, e já aplicamos alguns aumentos de preço fora do Japão. No momento, porém, as vendas estão seguindo o planejado, e não acreditamos que isso tenha levado a uma queda na demanda", respondeu. "Por princípio, não pretendemos vender hardware com prejuízos significativos. Ao mesmo tempo, estamos acompanhando o mercado com atenção e continuamos avaliando nossa abordagem."
A discussão sobre um console acima de US$ 1.000 já vinha acontecendo entre analistas. Ao GamesIndustry.biz, Joost van Dreunen, CEO da Aldora, disse que "a próxima geração talvez nem saia antes de 2028, e, quando sair, mais de mil dólares será o piso". Manu Rosier, diretor de inteligência de mercado da Newzoo, avaliou à mesma publicação que versões premium podem passar desse valor, mas que os modelos básicos devem ficar abaixo de US$ 999 por razões psicológicas e de marketing. "O PS5 Pro já está em US$ 899 depois de dois aumentos em menos de um ano, então a distância até US$ 1.000 é curta", disse.
A alta de componentes já afetou os consoles atuais: o PS5 custa hoje cerca de US$ 200 a mais do que no lançamento. A Microsoft, que já anunciou que seu próximo console, de codinome Project Helix, está em desenvolvimento, alertou que precisa considerar novos modelos de negócio para cobrir os custos, e a CEO do Xbox, Asha Sharma, já disse que o preço da memória vai afetar o preço e a disponibilidade do aparelho.















