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Chef Mario Batali alega inocência em caso de assédio sexual

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Por Nate Raymond

BOSTON (Reuters) - O reconhecido chef e ex-apresentador de TV Mario Batali compareceu a um tribunal em Boston nesta sexta-feira, no qual deu entrada em uma alegação de inocência em resposta à acusação criminal de ter assediado uma mulher, forçando-a a beijá-lo em um restaurante em 2017.

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Vestindo boné e blazer, Batali, de 58 anos, ignorou as perguntas dos jornalistas a caminho do Tribunal Municipal de Boston, onde foi denunciado após ser acusado de agressão sexual.

É o primeiro caso criminal contra Batali desde a grande visibilidade que o movimento #MeToo conquistou em 2017, expondo diversos tipos de assédio e abuso sexuais sofridos por mulheres em diferentes áreas, o que arruinou a carreira de homens na indústria midiática, na política, no entretenimento e nos negócios.

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Em março de 2017, a autora do processo descreveu à polícia o assédio sofrido após posar com Batali para uma foto em um restaurante de Boston, segundo a queixa.

"A vítima afirmou que estava desconfortável e que era chocante para ela que isso estivesse acontecendo", alegava a queixa.

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O processo apresentado contra Batali em agosto está pendente.

O chef foi liberado sob a condição de evitar o contato com a vítima. A pedido do advogado de Batali, um juiz disse que a exigência teria sido dispensada caso ele precisasse testemunhar em sua ação judicial.

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Batali, que vendeu neste ano suas participações em seus restaurantes dos Estados Unidos depois que as acusações surgiram, nega irregularidades e "pretende combater as acusações vigorosamente", disse Anthony Fuller, seu advogado, em um comunicado.

Se for condenado, Batali poderá ser sentenciado a até 2 anos e meio de prisão.

Seu carisma e seu talento culinário o transformaram em executivo de restaurantes, estrela de TV, autor e um dos chefs mais reconhecidos do mundo. Ele estreou na Food Network em 1997 com o programa "Molto Mario" e, em 2011, ajudou a lançar o programa diurno de culinária "The Chew" na ABC.

Em dezembro de 2017, a ABC demitiu Batali depois de quatro mulheres não identificadas acusarem-no de conduta sexual imprópria que, segundo elas, duraram ao menos duas décadas. A Food Network também cancelou os planos de relançar "Molto Mario".

O Departamento de Polícia de Nova York iniciou uma investigação depois que o programa "60 Minutes", da CBS, noticiou em maio de 2018 que Batali drogou e agrediu sexualmente funcionárias em 2005. Batali negou a acusação e a polícia encerrou a investigação posteriormente.

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