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Geena Davis recebe Oscar honorário por trabalho contra preconceito de gênero

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Por Lisa Richwine

LOS ANGELES (Reuters) - A atriz Geena Davis exortou os cineastas de Hollywood a adotarem novas medidas para combater a desigualdade de gênero na mídia ao aceitar um Oscar honorário no domingo por seu trabalho para levar mais mulheres às telas.

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Embora a disparidade de oportunidades para mulheres permeie toda a sociedade norte-americana, é ainda pior no cinema e na televisão, disse Geena, estrela de "Thelma and Louise" que fundou um grupo de pesquisas sem fins lucrativos chamado Instituto Geena Davis sobre o Gênero na Mídia em 2004.

"Por mais abissais que os números sejam na vida real, é muito pior na ficção – que vocês inventam!", disse a atriz, ao aceitar o Prêmio Humanitário Jean Hersholt. "Nós o tornamos pior."

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A atriz falou a uma plateia de centenas de figurões de Hollywood durante o Governors Awards, um evento de gala anual realizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a entidade que concede os Oscar.

Geena, que recebeu um Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1989 por "O Turista Acidental", disse que a desigualdade de gênero nas telas "pode ser resolvida absolutamente da noite para o dia".

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Ela estimulou qualquer pessoa na plateia a pegar o roteiro em que está trabalhando no momento e "riscar um monte de primeiros nomes de personagens de elenco e de personagens coadjuvantes e torná-los femininos".

"Com um movimento, vocês criaram personagens não estereotipados que podem acabar sendo ainda mais interessantes agora que mudaram de gênero", disse.

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"Vamos fazer esta mudança acontecer", acrescentou.

Outros dos homenageados foram Wes Studi, reconhecido por seu comprometimento com retratos autênticos de nativos norte-americanos em filmes como "Dança com Lobos" e "O Último dos Moicanos", e o cineasta David Lynch, de "Veludo Azul".

A roteirista e diretora italiana Lina Wertmuller também recebeu um prêmio da academia pelo conjunto de sua obra. Ela foi a primeira de somente cinco mulheres a ser indicada como melhor diretora, o que ocorreu em 1977 com o filme "Pasqualino Sete Belezas".

Como Geena, Lina repreendeu Hollywood por tender a favorecer os homens, segundo a atriz Isabella Rossellini, que traduziu o discurso de agradecimento para o inglês.

"Ela gostaria de mudar o nome Oscar para Anna", contou Isabella.

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