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Johnny Depp diz em Veneza que "À Espera dos Bárbaros" é relevante na atualidade

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Por Marie-Louise Gumuchian e Hanna Rantala

VENEZA, Itália (Reuters) - O ator Johnny Depp se transforma em um oficial frio e cruel em "À Espera dos Bárbaros", um drama que seu elenco e diretor dizem que, embora ambientado em um deserto remoto, é relevante no mundo atual.

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O filme, adaptado do romance de 1980 de J.M. Coetzee, tem Mark Rylance, vencedor do Oscar, no papel de o "Magistrado", o administrador objetivo e benquisto de um entreposto de fronteira isolado que é parte de um império nunca identificado.

Quando o coronel Joll, interpretado por Depp, chega para investigar possíveis ataques futuros dos "bárbaros", seus métodos brutais para lidar com os supostos inimigos chocam o Magistrado.

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O tratamento dado a uma jovem em particular o afeta, e o Magistrado, cujo nome não se conhece, logo começa a questionar suas lealdades.

"Pareceu muito relevante hoje, de muitas maneiras e em muitos lugares diferentes do mundo", disse Depp em uma entrevista à imprensa no Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde o filme estreou nesta sexta-feira.

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Sempre de óculos escuros metálicos e descrito por Depp como "ameaçador", Joll se volta contra o Magistrado desde o início.

"Acho que a coisa mais interessante sobre os vilões ao longo da história... (é que) essas pessoas não acordam de manhã e, enquanto se barbeiam, juram a si mesmas 'serei o ser humano mais maldoso e ruim, causarei tanto estrago quanto possível'", disse Depp.

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"(Joll) pareceu muito diferente de um cara ruim para mim... se você tenta pensar como um homem daquele se forma, como chega àquele ponto... Joll, para mim, é uma série de muros de segurança muito fortes que ele construiu... para fugir do sentimento."

Em uma entrevista à Reuters, o diretor Ciro Guerra disse que, quando embarcou no projeto, "ele parecia uma alegoria de um lugar distante e um tempo distante, e quando terminou virou um filme sobre hoje, o aqui e agora".

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