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Polícia de Seul prende mulher suspeita de grampear conversas de Cha Eun-woo

Apesar do afastamento para o serviço militar, astro sul-coreano virou alvo de vigilância ilegal em área nobre da capital

Aqui na Coreia|Marina BarrosOpens in new window e Milena AraujoOpens in new window

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A Delegacia de Polícia de Yongsan, em Seul, confirmou que está investigando uma mulher na casa dos 50 anos por violar a Lei de Proteção da Privacidade das Telecomunicações. A suspeita, que não teve a identidade divulgada, instalou escutas secretas embaixo de uma mesa em um café no bairro de Yongsan-gu. O local era utilizado por Cha Eun-woo, ator e integrante do grupo ASTRO, para encontros e conversas reservadas com um conhecido.

Escutas sob a mesa e flagrante policial

Segundo as investigações repassadas pelas autoridades locais, a mulher cometeu a ação em duas ocasiões no mês passado. O esquema só foi desmantelado no dia 30 de agosto, quando ela retornou ao estabelecimento comercial para tentar recuperar um dos dispositivos de gravação e acabou detida em flagrante.


A polícia apreendeu o telefone celular da investigada e iniciou exames periciais para apurar a origem dos equipamentos de vigilância, se conversas privadas chegaram a ser gravadas e transmitidas e se a suspeita contava com a ajuda de cúmplices. A mulher responderá ao processo em liberdade enquanto os peritos analisam o material digital confiscado.

Cha Eun-Woo Redes Sociais - @eunwo.o_c

O perigo real dos sasaengs

Acompanhar a carreira do seu artista favorito e torcer pelo sucesso dele é uma das melhores partes de ser fã. No entanto, quando essa admiração atravessa a linha do respeito e dá lugar a um fanatismo obsessivo, o cenário passa a ser alarmante. Na Coreia do Sul, o comportamento invasivo contra ídolos de K-pop e atores infelizmente não é novidade, mas as táticas de perseguição e invasão de privacidade atingiram um patamar inédito, perigoso e extremamente preocupante.


Na cultura do entretenimento sul-coreano, o termo sasaeng (derivado das palavras em coreano para “vida” e “privada”) refere-se a indivíduos que ultrapassam os limites da admiração saudável e desenvolvem um comportamento de perseguição obsessiva contra celebridades.

Movidos pelo desejo de ter acesso exclusivo à rotina dos artistas, esses perseguidores rastreiam voos privados, invadem dormitórios, compram dados pessoais como números de telefone e, como no caso recente de Cha Eun-woo, chegam ao extremo de utilizar escutas e câmeras escondidas para monitorar momentos íntimos de suas vítimas. Longe de serem vistos como fãs comuns, os sasaengs são tratados pelas agências e comunidades como uma ameaça real à integridade física e ao bem-estar psicológico dos ídolos.


Invasão de privacidade nem no período de alistamento

O caso de Cha Eun-woo gerou uma onda de revolta entre fãs do mundo todo principalmente pelo momento em que ocorreu. O artista está atualmente cumprindo o serviço militar obrigatório, com dispensa prevista para janeiro de 2027.

Cha Eun-Woo Redes Sociais - @eunwo.o_c

Mesmo afastado das telas e dos palcos, o ator virou alvo de escuta ilegal em um momento de descanso e privacidade. As autoridades de Seul seguem investigando o alcance do vazamento das conversas e a possível participação de terceiros no crime.


Apesar do susto, a agência do artista, a Fantagio, reforçou que o plano de retorno do astro às telas segue em avaliação para quando ele finalizar as obrigações militares, incluindo negociações para protagonizar o drama histórico “Seorabeol Knife” ao lado da atriz Mun Ka-young.

Casos como esse mostram que a segurança e o bem-estar dos artistas devem ser prioridade absoluta no entretenimento coreano. É urgente punir com rigor quem confunde carinho de fã com crime de perseguição. Afinal, por trás dos holofotes e da fama, existe uma pessoa que merece ter sua vida privada respeitada.

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