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Cinebiografia de Michael Jackson não impressiona a crítica especializada

As primeiras avaliações do filme biográfico ‘Michael’ dividem opiniões e apontam falta de profundidade em temas polêmicos

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  • A cinebiografia "Michael", estrelada por Jaafar Jackson, não atende às expectativas da crítica internacional.
  • O filme possui uma avaliação baixa de 32% no Rotten Tomatoes, bem abaixo do padrão satisfatório de 60% em grandes mercados como Nova York e Los Angeles.
  • Embora algumas críticas dos EUA tenham sido mais favoráveis, como as do Hollywood Reporter e USA Today, a recepção no Reino Unido foi severa, com classificações muito baixas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cinebiografia de Michael Jackson não impressiona a crítica especializada Foto: Reprodução / Universal Pictures

A cinebiografia Michael, que conta a história do Rei do Pop nas telonas, parece não ter atingido as expectativas da crítica internacional.

Estrelando Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, o longa-metragem começou a ter suas primeiras impressões divulgadas nesta semana. Entretanto, os analistas de cinema não demonstraram entusiasmo com a forma como a trajetória do astro foi conduzida pela Lionsgate e pelos produtores envolvidos no projeto.


O embargo de avaliações da plataforma Rotten Tomatoes foi suspenso nesta terça-feira (21) e os números iniciais são preocupantes para os investidores da empresa.

No momento da publicação desta matéria, o filme ostenta uma avaliação de apenas 32 por cento da crítica especializada.


Para fins de comparação, no mercado cinematográfico de Nova York e Los Angeles, uma pontuação em torno de 60 por cento é geralmente o patamar mínimo para que uma produção seja considerada satisfatória.

Apesar do índice baixo, algumas publicações dos Estados Unidos apresentaram olhares mais benevolentes.


O Hollywood Reporter publicou uma das críticas favoráveis, destacando o valor emocional da obra: “Se você sente ao menos um pouco de nostalgia da época em que suas músicas eram onipresentes nas paradas de sucesso, em festas e pistas de dança do mundo todo, o filme será uma onda calorosa de prazer transformador”, elogiou o site.

O USA Today também direcionou elogios específicos ao protagonista, afirmando que Jaafar Jackson conseguiu mimetizar a essência do tio de forma impressionante.


Segundo o periódico: “Jaafar pode ter herdado o sorriso radiante, a estrutura física esguia e os cílios longos de seu falecido tio. Mas seus movimentos de dança fluidos — destacados quando ele ensina os passos de dança a membros de gangues no vídeo de Beat It — e sua cadência suave são estudados com perfeição.”

Se em solo americano houve alguma complacência, os críticos do Reino Unido foram implacáveis.

A BBC, principal corporação de mídia de Londres, classificou o filme como “um telefilme insosso e pouco competente”, atribuindo-lhe a nota mínima de uma estrela. O jornal The Guardian seguiu a mesma linha de rigor, proclamando que a “cinebiografia clichê de Jackson é insossa, expurgada e ruim”.

Já o Independent utilizou um tom ainda mais ácido ao descrever a obra como uma “cinebiografia risível” que tenta transformar o cantor em uma figura messiânica do século XX. A revista Empire abordou o ponto que parece ser a maior falha do roteiro: a ausência de temas sensíveis.

Em seu resumo, a publicação pontuou que “As performances musicais e de dança extremamente impressionantes dos dois jovens que interpretam Michael Jackson não conseguem disfarçar o fato incômodo de que existe um outro lado da história do astro pop que está totalmente ausente aqui.”

Além de Jaafar Jackson, o filme conta com Juliano Krue Valdi interpretando o jovem Michael Jackson durante a fase do The Jackson 5. O elenco de apoio traz nomes de peso da indústria de Hollywood, como Colman Domingo no papel do patriarca Joe Jackson, Nia Long como Katherine Jackson e Miles Teller interpretando o advogado John Branca.

O roteiro busca acompanhar a evolução do artista desde a infância em Gary até a consagração como a voz mais influente da música pop mundial.

No Brasil, o público poderá tirar suas próprias conclusões sobre a obra, já que Michael chegou aos cinemas de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro nesta terça-feira (21).

Resta saber se o poder da música do Rei do Pop será suficiente para superar a recepção fria da crítica e garantir uma bilheteria sólida para a Lionsgate.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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