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Por que investidores do mercado musical enxergam rentabilidade nos discos de vinil?

Entenda como o mercado de discos físicos de luxo se tornou um porto seguro para investidores que buscam lucros altos e proteção contra a inflação

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Por que investidores do mercado musical enxergam rentabilidade nos discos de vinil? Foto: Domínio Público

Você já parou para pensar que aquele disco de vinil que você guarda na prateleira pode valer mais do que muitas aplicações financeiras tradicionais?

Atualmente, o mercado de vinil deixou de ser apenas um item de nostalgia para se tornar um investimento estratégico de alto nível.


O que estamos vendo nos bastidores da indústria é o surgimento do vinil de alta performance, um produto que une engenharia de som superior e escassez, transformando o disco físico em um verdadeiro ativo de luxo.

Mas o que faz um disco de vinil valer tanto?


O segredo está no que chamamos de valor de mercado, ou Valuation.

Para entender os números detalhados deste mercado, o portal especializado em mercado musical, Moneyhits, realizou uma análise completa nesta segunda-feira (30).


Quando uma gravadora decide lançar uma edição limitada em vinil de 180 gramas (que é mais pesado e durável), ela não está apenas vendendo música, está criando um item raro.

Para os investidores, essa raridade garante que o preço do produto suba com o tempo, funcionando como uma proteção contra a inflação. É o que o mercado chama de ativo tangível: algo que você pode tocar e que mantém o valor mesmo quando a economia vai mal.


Para entender o lucro por trás desse mercado, precisamos olhar para o EBITDA — um termo técnico que representa o lucro real que sobra para a empresa após pagar todas as contas da produção. No caso do vinil premium, esse lucro é muito alto.

Vinil x Streaming: o rendimento financeiro

Enquanto o streaming rende frações de centavos, um único disco de luxo pode ser vendido por centenas de reais. Isso gera o que os especialistas chamam de Yield, que é o rendimento anual que esse investimento traz para quem detém os direitos da obra. Muitas vezes, esse rendimento supera o que o dinheiro renderia parado em uma conta bancária comum.

A tecnologia também é uma grande aliada nessa valorização. Os novos toca-discos de alta performance, equipados com materiais como fibra de carbono, permitem uma qualidade sonora que o digital ainda não alcança. Isso criou um nicho de consumidores de alto padrão que não se importam de pagar caro por uma experiência exclusiva.

Ao relançar álbuns clássicos com masterização em Dolby Atmos para o formato analógico, as empresas aumentam o valor presente líquido do seu catálogo, garantindo lucros constantes por décadas.

O cenário atual do mercado musical global mostra que, em um mundo cada vez mais digital e passageiro, o que é físico e bem feito ganha uma importância financeira enorme.

O vinil é hoje uma peça de engenharia e um símbolo de status. Para os fundos de investimento que agora compram catálogos musicais, ter a capacidade de prensar esses discos é como ter uma reserva de valor garantida.

É a prova de que a música, além de alimentar a alma, pode ser um dos negócios mais inteligentes e lucrativos da atualidade.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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