Paula Fernandes elogia Simone Mendes e Ana Castela: ‘Lá atrás, comecei a pavimentar a estrada’
Cantora celebra 30 anos de carreira com lançamento de nova música e referências à infância
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Paula Fernandes vive um momento especial — e cheio de empoderamento — em sua vida. Aos 42 anos, completados no último dia 28 de agosto, a cantora ainda celebra mais de três décadas de estrada com uma reflexão sobre o amadurecimento e os sonhos que cultivava na infância. No mês passado, ela lançou a música Era Eu, que faz parte do projeto 30 & Poucos Anos.
Ao blog, a cantora se emociona ao lembrar o quanto já foi dura consigo mesma, tanto na parte profissional quanto em questões pessoais, desde que começou a carreira aos 8 anos.
“Se é para pegar para fazer um trabalho, eu vou fazer bem feito. Se é para me relacionar, vou fazer bem feito. Se é para ter amizade, vou fazer bem feito. Eu tento dar o meu melhor sempre, assim. Esse empoderamento… acho que nada como fazer 40 anos para você se aceitar mais. Eu sempre fui muito complexada com tanta coisa, tudo que você imaginar. Tinha época em que eu me entupia de maquiagem porque eu achava o meu olho pequeno, usava não sei o quê, porque achava que isso aqui não estava bom. Era uma autocobrança que hoje não existe mais. Eu acho que estou na melhor fase. Gente, eu não me troco pela de 20, mas nunca na vida”, declara.
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“Busca insana a vida toda”
Para Paula, a nova música é uma das mais especiais do projeto. Ela conta que foi um encontro “Paula de Souza”, a menina que seus fãs até então pouco conheciam. Tanto que a letra diz: “menina que não foi criança. Criança que não foi pequena. Pequena que era gigante. Gigante era o sonho dela”.
“Eu vivi uma busca insana a vida toda. Comecei a cantar muito nova e eu sempre vivi com aquele ‘se’. ‘E se eu não tivesse começado a cantar, como é que seria a minha vida?’”, lembra ela, que se emociona.
“É como se eu tivesse tido a oportunidade de vir encontrar essa pequena Paula, e eu achava que eu ia me deparar com uma criança triste num lugar escuro ou num cantinho sentada. Mas, quando a letra da música foi vindo, fui entendendo que se tratava de mim e que aquela Paula estava em um lugar bom. Pude dizer para ela que a gente tinha dado certo. Esse encontro era necessário para que eu pudesse equilibrar as duas Paulas”, completa.
“Sofri pressão para mudar de lado várias vezes”
Não era só Paula que se cobrava por entregar o melhor sempre, mas também a indústria musical. “Eu sofri pressão para mudar de lado várias vezes. Desde quando eu apareci na gravadora pela primeira vez: ‘Ah, música lenta não dá certo’. ‘Ah, porque compositora não dá certo.’ ‘Ah, porque mulher não dá certo. ‘Depois que as coisas aconteceram para mim, aí começou outra pressão. ‘E o próximo estouro?’ A gente tem que se repaginar, mas perder minha essência? De jeito nenhum.”
Agora a cantora celebra o sertanejo, principalmente o country, estar na moda. “Quando eu apareci, existia uma certa resistência com esse rótulo, né? Tanto é que eu usava chapéu, o pessoal ficava: ‘Ah, mas você tá limitada demais ao chapéu.’ E acabaram tirando o chapéu da minha cabeça durante um tempo e tal. Mas agora eu tô igual o ‘pinto do lixo’. Posso botar minha bota lá, chapéu, trazer a roupagem e os elementos que eu sempre gostei.”
Mulheres no topo
Paula celebra as cantoras femininas estarem no topo, entre as mais escutadas das plataformas de streaming, e lotando shows. “Quase dez anos depois que comecei, começaram a aparecer as meninas, né? A Marília Mendonça, a Maiara e Maraisa, Lauana, Simone [Mendes] e a Ana Castela, que neste projeto canta comigo Meu Eu em Você. É realmente muito motivo de orgulho, assim, saber que, de certa forma, lá atrás eu comecei a pavimentar uma estrada que hoje vai ser pavimentada por elas, por nós, né? Para uma nova geração que vai se renovando.”
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