‘Roar’: filme mais perigoso da história usou leões de verdade e deixou 70 pessoas feridas
Cerca de 150 animais selvagens foram usados nas gravações
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Muitos filmes em Hollywood foram feitos desrespeitando as normas de segurança. Mas nenhum foi tão perigoso quanto Roar, lançado em 1981. Mais de 70 pessoas ficaram machucadas nas gravações após sofrerem ataques de leão, puma, tigre e elefante.
O pior de tudo: o filme era pra ser uma comédia. Por muita sorte, ninguém morreu durante a produção.
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150 animais selvagens em casa
Roar conta a história de um naturalista norte-americano que vive na Tanzânia, onde estuda os grandes felinos. Uma confusão faz com que a família que vem visitá-lo se perca e fique cercada pelos animais selvagens.
O filme é dirigido por Noel Marshall, que ficou conhecido em Hollywood por ser um dos produtores de O Exorcista. Ele interpreta Hank, o protagonista da história. Para o principal papel feminino, Marshall escalou a própria mulher, Tippi Hedren.
Os adolescentes da trama também fazem parte da família do casal na vida real, entre eles Melanie Griffith, que fez bastante sucesso nos anos 80 e 90, conseguindo até uma indicação ao Oscar por Uma Secretária de Futuro. Ela é mãe da também atriz Dakota Johnson.
O fascínio de Noel Marshall e Tippi Hedren pelos grandes felinos começou no final dos anos 60, quando eles participaram de filmagens na África. Nos anos 70, o casal passou a resgatar esses animais e os acomodou em sua mansão na Califórnia, já pensando em usá-los no filme. No auge, eles tiveram 150 animais.
“Meu pai era louco. Completamente maluco. Pior que toda a família junta. Na verdade, ele era bem perigoso. Eu era a pessoa sensata, a que garantia a segurança”, afirmou John Marshall, um dos filhos de Noel, em entrevista ao XFINITY em 2015.
Escalpelamento, fraturas, gangrena e pontos. Muitos pontos
O roteiro foi escrito em 1970, mas as filmagens de Roar começaram em 1976. E foram catastróficas. Os animais, sem treinamento adequado, atacaram membros da equipe de produção e praticamente todo o elenco.
Noel Marshall foi mordido 11 vezes durante as filmagens. Ele quase teve o braço amputado em um dos incidentes. Em outro, foi hospitalizado com ferimentos no rosto e no peito. Os ataques fizeram com que ele tivesse septicemia e gangrena.
Hedren foi mordida na cabeça por um leão e quebrou o tornozelo quando um elefante a ergueu pela tromba. Ela também foi arranhada no braço por um leopardo e mordida no peito por uma onça-parda.
Os jovens também sofreram. Melanie Griffith levou 50 pontos e quase perdeu um olho ao ser mordida por uma leoa. John Marshall precisou de mais de 50 pontos após ser mordido nas costas, e Jerry Marshall ficou internado por um mês após uma mordida na coxa.
Mas o caso mais grave aconteceu com o diretor de fotografia Jan de Bont (que anos mais tarde brilharia na direção de Velocidade Máxima). Ele teve metade do couro cabeludo arrancado e precisou de 220 pontos ao ser mordido na cabeça.
O assistente de direção Doron Kauper também se deu mal com um ataque no pescoço e no rosto que quase custou a sua vida.
Para piorar a situação, uma enchente alagou o set de filmagens e destruiu as jaulas dos animais, provocando a fuga de 15 leões e tigres.

Fracasso de bilheteria
O caos fez com que o orçamento do filme explodisse. Marshall estimava um custo de US$ 3 milhões, mas gastou mais de US$ 17 milhões para colocar o filme em pé.
O público não comprou a ideia. Ele teve dificuldade para lançar o filme nos Estados Unidos e faturou apenas US$ 2 milhões em bilheterias.
Com o passar dos anos, a história dos bastidores cresceu e o filme ganhou o status de cult. Em um relançamento comemorativo, em 2015, os produtores usaram os problemas como slogan: “Nenhum animal foi ferido nas gravações desse filme. 70 pessoas do elenco e da produção foram”.
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