Búfala vira ‘mãe adotiva’ de filhote rejeitada no Simba Safari de São Paulo
História de Catarina, acolhida por outra fêmea do rebanho, destaca comportamento
Bichos|Do R7
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Uma filhote de búfalo que foi rejeitada pela mãe logo após o nascimento encontrou acolhimento de uma “mãe adotiva” no Simba Safari, em São Paulo. O caso ocorreu às vésperas do Dia das Mães e chamou a atenção pelo comportamento de cuidado coletivo observado entre os animais.
Batizada de Catarina, a bezerra nasceu em 7 de abril, em um período de intensa reprodução no parque, que registrou o nascimento de oito búfalos em apenas um mês. Pouco depois do parto, a mãe biológica não aceitou a filhote, situação que pode ocorrer principalmente com fêmeas em sua primeira gestação.
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Diante da rejeição, a equipe técnica encaminhou Catarina ao hospital veterinário do Zoológico de São Paulo. No local, ela recebeu alimentação adequada, acompanhamento clínico e cuidados intensivos até reunir condições de retornar ao convívio com o rebanho.
Os profissionais aproveitaram uma característica típica das búfalas, conhecidas pelos fortes vínculos sociais e pela capacidade de compartilhar a amamentação e a proteção dos filhotes com outras fêmeas do grupo.
Com o nascimento recente de outro bezerro no Simba Safari, a equipe promoveu a aproximação entre Catarina e uma nova mãe. Segundo o parque, a aceitação foi imediata. Assim que foram colocadas juntas, a filhote começou a mamar e passou a ser cuidada pela búfala adotiva.

Atualmente, Catarina vive no habitat dos búfalos ao lado da nova mãe, dos demais filhotes e dos adultos do grupo. A expectativa é que ela continue sendo amamentada por um período de seis a nove meses, fase em que também começará a introdução de alimentos sólidos.
Em situações de rejeição, abandono ou impossibilidade de cuidado materno, veterinários, biólogos e tratadores assumem funções essenciais para garantir a sobrevivência dos recém-nascidos.
No Simba Safari e no Zoológico de São Paulo, os filhotes recebem monitoramento constante desde os primeiros dias de vida. Quando necessário, os profissionais cuidam da alimentação, do aquecimento e da socialização até que os animais possam retornar ao convívio com outros indivíduos.
Entre os exemplos citados pelas instituições está um filhote de carneiro-da-barbária, também conhecido como aoudad, criado sob cuidados humanos após o nascimento. O animal desenvolveu um vínculo de confiança com a tratadora responsável pela mamadeira diária.
Outro caso envolve filhotes de cisne-negro cujos ovos são abandonados pelos pais. Após a incubação e a eclosão, eles permanecem em ambientes com temperatura controlada até aprenderem a nadar e serem introduzidos ao lago com os adultos.














