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Crustáceos semelhantes a camarões testam positivo para cocaína no Reino Unido; entenda

Cetamina, anestésico utilizado de forma recreativa, também apareceu em amostras analisadas

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Crustáceos da espécie 'Gammarus pulex', semelhantes a camarões, foram encontrados com traços de cocaína em rios de Suffolk, Reino Unido.
  • Além da cocaína, cetamina foi detectada em 76% das amostras analisadas por pesquisadores do King's College London e da Universidade de Suffolk.
  • Foram identificadas 56 substâncias nos organismos, incluindo medicamentos, pesticidas e drogas ilícitas, com potencial de efeitos negativos.
  • O estudo sugere avaliar a concentração de substâncias nos organismos para entender melhor os impactos da contaminação nos ecossistemas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gammarus pulex costuma ser comparado a camarão por conta da aparência Reprodução/Wikimedia Commons/Nicola Simoncini

Pequenos crustáceos que vivem em rios da região de Suffolk, no Reino Unido, foram encontrados com traços de cocaína em seus organismos. A substância foi identificada em todas as amostras analisadas pelos pesquisadores do King’s College London e da Universidade de Suffolk, que investigaram a presença de diferentes tipos de poluentes no ambiente.

Os animais analisados são da espécie Gammarus pulex, um pequeno invertebrado de água doce que costuma ser comparado a um camarão em razão da aparência. Por viver no fundo dos rios e estar em contato constante com a água e os sedimentos, o crustáceo pode funcionar como um indicador da contaminação dos ecossistemas.

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A cocaína, porém, não foi a única substância encontrada. A cetamina, anestésico que também é utilizado de forma recreativa, apareceu em 76% das amostras analisadas.

Para chegar aos resultados, os cientistas coletaram água e invertebrados em 15 pontos distribuídos por cinco bacias hidrográficas de Suffolk. Em laboratório, as amostras foram examinadas em busca de 107 compostos diferentes, incluindo medicamentos, pesticidas e drogas ilícitas.

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Ao todo, 56 substâncias foram detectadas nos organismos. Entre elas estavam diferentes medicamentos, alguns com potencial de provocar efeitos negativos nos animais. Antipsicóticos, por exemplo, apresentaram risco ambiental considerado relevante pelos pesquisadores.

A análise também identificou pesticidas que já não são autorizados na União Europeia, como o fenuron. A presença desses produtos pode indicar que compostos antigos continuam persistindo no ambiente ou que substâncias proibidas ainda estão sendo utilizadas.

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Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que a contaminação dos rios é mais complexa do que pode ser percebida apenas pela análise da água. Os animais acabam acumulando uma combinação de substâncias presentes no ambiente, incluindo medicamentos, pesticidas e drogas ilícitas.

O estudo também propõe uma nova forma de avaliar os impactos dessa poluição. Em vez de observar somente a quantidade de contaminantes presente na água, os cientistas defendem que seja considerada a concentração das substâncias acumuladas nos próprios organismos. Dessa forma, seria possível entender melhor se a exposição pode afetar o comportamento, a saúde ou a sobrevivência dos animais.

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