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Malásia pede a volta de elefantes que teriam demonstrado saudades em zoo no Japão

Animais foram enviados como parte de um programa de conservação de 25 anos para fins de reprodução e pesquisa

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Campanha nas redes sociais pede o retorno de três elefantes malaios que estão no Japão.
  • Vídeos mostram os elefantes apresentando sinais de tristeza e interação com visitantes, aumentando as críticas ao zoológico onde vivem.
  • As autoridades afirmam que os elefantes pertencem à Malásia e não há evidências de maus-tratos, embora uma presa danificada tenha gerado preocupações.
  • O movimento pela repatriação também ganhou apoio político, com a criação de um grupo para coordenar esforços de defesa e conscientização.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Elefantes Dara, Amoi e Kelat estão no Zoológico de Tennoji, em Osaka, Japão Reprodução/Arquivo pessoal

Uma campanha para trazer três elefantes de volta para a Malásia tem ganhado cada vez mais engajamento nas redes sociais. Os animais vivem hoje em um zoológico no Japão, mas estariam apresentando sinais de “saudades”. Isso porque vídeos virais estariam mostrando Dara, Amoi e Kelat “chorando” e interagindo com visitantes quando chamados com seus nomes malaios.

Em outras imagens que circulam na internet, espectadores criticam o recinto de concreto onde os animais vivem. Um dos elefantes com uma presa que sofreu danos alimentou ainda mais as críticas contra o zoológico e impulsionou os pedidos para a volta à casa.


Os três elefantes foram enviados do zoológico de Taiping, na Malásia, para o Zoológico de Tennoji, em Osaka, no Japão, há cerca de dois meses, como parte de um acordo de 25 anos que envolve um programa de conservação de elefantes para fins de reprodução e pesquisa.

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Após a polêmica, autoridades vieram a público para afirmar que os animais ainda pertencem à Malásia. “Os três elefantes permanecem propriedade do Zoológico de Taiping, enquanto a propriedade dos filhotes da primeira geração já foi determinada pelo acordo. O primeiro, o terceiro e o quinto filhotes pertencerão ao Zoológico de Tennoji, enquanto o segundo, o quarto e o sexto filhotes pertencerão ao Zoológico de Taiping”, disse Sandrea Ng Shy Ching, presidente do Comitê de Habitação e Governo Local de Perak, ao jornal malaio New Straits Times.


Tratadores e veterinários descartaram possíveis sinais de maus-tratos contra os animais. Sobre a presa danificada de Kelat, uma autoridade explicou tratar-se de um procedimento veterinário.

O tratador de elefantes Suhaimi Ibrahim, que passou um mês no Zoológico de Tennoji com os elefantes Dara, Amoi e Kelat, disse que os animais estavam saudáveis ​​e confortáveis. Ele foi encarregado de acompanhar os elefantes até o Japão e treinar oito tratadores locais. Suhaimi disse que, durante o tempo em que esteve lá, os elefantes foram bem alimentados e se adaptaram aos seus novos tratadores.


O tratador afirmou que os três ganharam peso desde que chegaram ao Japão, o que seria uma indicação de que não estavam sob estresse. “Muitas pessoas optam por acreditar em alegações falsas de que os elefantes estão com a saúde debilitada. É estranho que as pessoas acreditem nessas alegações sem fundamento e triste que nos acusem de divulgá-las”, afirmou.

Não foram só os usuários das redes sociais que se envolveram na campanha pela volta dos elefantes. O apelo também mobilizou a política malaia. A Juventude da Barisan Nasional, ala jovem da antiga coligação governante da Malásia, criou um “Secretariado de Solidariedade com DAK” – iniciais de Dara, Amoi e Kelat – para liderar os esforços de repatriação dos elefantes.


O grupo também seria usado para coordenar ações de defesa, aumentar a conscientização e impulsionar esforços contínuos para proteger o bem-estar animal, segundo o jornal chinês South China Morning Post.

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