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Qual é a maneira correta de matar uma barata?

Esmagar o inseto pode aumentar o risco de doenças dentro de casa

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A esmagamento de baratas pode liberar microrganismos nocivos ao ambiente.
  • Baratas são portadoras de doenças como hepatite A e febre tifoide.
  • Alternativas seguras incluem captura com papel, uso de álcool em gel e detergente.
  • A prevenção, com ambientes limpos e vedação de frestas, é a melhor forma de evitar infestações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pisar e esmagar uma barata pode trazer riscos à saúde H. Hach/Pixabay

A presença de baratas dentro de casa costuma provocar uma reação imediata em muitas pessoas: matar o inseto com um pisão ou usando algum objeto. Apesar de comum, essa prática pode representar riscos à saúde, segundo especialistas e organismos internacionais.

O alerta é que esmagar a barata faz com que ela libere no ambiente bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos acumulados ao circular por locais contaminados, como esgotos, fossas, lixeiras e bueiros.


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De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema se agrava principalmente quando o inseto é esmagado em ambientes internos. Nesse caso, os contaminantes podem se espalhar rapidamente pelo chão, móveis e superfícies da residência.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) também aponta que as baratas podem carregar dezenas de espécies de bactérias prejudiciais aos seres humanos. Estudos mencionados pelos especialistas associam o contato com esses insetos à transmissão de doenças como hepatite A, febre tifoide, conjuntivite, pneumonia, poliomielite, hanseníase e tuberculose.


Embora muitas pessoas recorram aos inseticidas como alternativa, os especialistas afirmam que esses produtos também exigem cuidados. O uso inadequado pode causar intoxicação por inalação ou contato direto com a pele. Além disso, o inseticida não impede totalmente que a barata morta continue liberando contaminantes no ambiente, mas apenas torna esse processo mais lento.

Então, o que fazer?

Entre as alternativas consideradas mais seguras estão métodos que evitam o esmagamento direto do inseto. Uma das recomendações é capturar a barata com um papel e descartá-la fora de casa o mais rapidamente possível. Para quem não consegue fazer isso por medo ou repulsa, especialistas indicam outras possibilidades.


Entre elas estão o uso de água quente, álcool em gel, detergente líquido de cozinha, armadilhas com veneno e géis específicos para controle de baratas. Segundo os especialistas, essas opções não eliminam completamente o risco de contaminação, mas ajudam a reduzir a liberação imediata de microrganismos no ambiente.

A orientação é que, independentemente do método escolhido, o inseto morto seja descartado rapidamente no lixo. Isso ajuda a diminuir o contato com contaminantes que possam permanecer no corpo da barata após sua eliminação.


Além do combate direto aos insetos, especialistas afirmam que a prevenção continua sendo a medida mais importante para evitar infestações. Manter os ambientes limpos, não deixar restos de comida expostos, esvaziar o lixo com frequência e armazenar corretamente os alimentos são algumas das práticas recomendadas.

Outra medida considerada essencial é vedar frestas, rachaduras e buracos que possam servir como pontos de entrada ou abrigo para as baratas. Locais úmidos e com oferta constante de alimento favorecem a permanência e reprodução desses insetos nas residências.

Segundo os especialistas, as baratas conseguem detectar a presença de comida por meio das antenas e costumam sair à noite em busca de alimento. Por isso, cozinhas, áreas de lixo e locais com resíduos orgânicos acabam atraindo os insetos com mais facilidade.

Baratas em todo lugar

As baratas estão presentes em quase todo o planeta, com exceção das regiões mais frias. Estima-se que existam mais de 4.000 espécies no mundo e pelo menos 700 apenas no Brasil. A maioria delas vive em florestas e não representa risco à saúde humana porque não entra em contato com agentes contaminantes.

No Brasil, a espécie mais comum é a Periplaneta americana, conhecida popularmente como barata vermelha, doméstica ou de esgoto. Ela costuma ser encontrada em residências e áreas urbanas, especialmente em locais úmidos, escuros e com acesso a resíduos orgânicos.

Os especialistas explicam que, com a expansão das cidades, algumas espécies passaram a se adaptar cada vez mais aos ambientes urbanos. Esgotos, lixeiras, fossas sanitárias e bueiros oferecem condições favoráveis para alimentação e reprodução.

Apesar da associação frequente com sujeira e doenças, as baratas também desempenham papel importante no equilíbrio ambiental. Como são insetos onívoros, ajudam na decomposição de matéria orgânica e servem de alimento para diversos animais, como aves, aranhas, escorpiões, lacraias, ratos e morcegos.

Segundo os especialistas, esses insetos contribuem para o consumo de resíduos orgânicos, fezes, restos alimentares e até materiais como papel e plástico. Por isso, embora sejam indesejadas dentro das residências, continuam exercendo uma função relevante nos ecossistemas naturais e urbanos.

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