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Cerca de 15 elefantes morrem após comer tomates contaminados no Quênia

Testes preliminares apontaram a presença da substância tóxica nos animais; autoridades investigam como ocorreu a contaminação

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quinze elefantes morreram no Quênia após consumirem tomates contaminados com cianeto perto do Parque Nacional de Amboseli.
  • Testes laboratoriais confirmaram a presença de cianeto nos animais, com dez apresentando paralisia antes de morrer.
  • É a primeira vez em décadas que tantos elefantes morrem em um curto período na região, sem indícios de ação criminosa até o momento.
  • Há preocupação com outros animais na área, mas, segundo o KWS, não há risco imediato à população humana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Elefantes caminham no Parque Nacional Amboseli, no condado de Kajiado, Quênia Monicah Mwangi/Reuters/Arquivo - 04.04.2024

Quinze elefantes morreram depois de consumirem tomates contaminados com cianeto em uma área próxima ao Parque Nacional de Amboseli, no sul do Quênia. As mortes aconteceram entre 24 de junho e 24 de julho e foram confirmadas nesta quarta-feira (29) pelas autoridades ambientais do país.

Segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS), exames laboratoriais preliminares detectaram a presença de cianeto nas amostras coletadas dos animais. Dez elefantes apresentaram sinais de paralisia antes de morrer, enquanto outros cinco já foram encontrados sem vida.


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O número de mortes chamou a atenção das autoridades. De acordo com o KWS, é a primeira vez em décadas que a região registra a morte de tantos elefantes em um período tão curto, depois dos avanços no combate à caça ilegal.

Ainda não foi confirmado como os tomates foram contaminados. Em anos anteriores, agricultores da região chegaram a ser suspeitos de envenenar plantações para evitar que elefantes invadissem as lavouras em busca de alimento. Porém, até o momento, os investigadores afirmam que não há indícios de ação criminosa.


A preocupação vai além dos elefantes. Cabras, bois e outros animais de criação também costumam circular pelas áreas próximas às plantações, o que levantou um alerta sobre possíveis novos casos de contaminação.

O diretor-geral do KWS, Erustus Kanga, afirmou que as substâncias encontradas nos elefantes não representam, até o momento, risco imediato à população.


O ecossistema de Amboseli abriga mais de 2 mil elefantes e é um dos principais destinos de conservação da espécie no leste da África.

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