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Macacos se abraçam e trocam carícias para evitar conflitos, diz estudo

Pesquisadores observaram que chimpanzés e bonobos usam o toque físico em situações estressantes

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que chimpanzés e bonobos usam toque físico para prevenir conflitos.
  • Ações como abraços e toques genitais ajudam a manter a união em situações estressantes.
  • Pesquisadores observaram cinco grupos em santuários na Zâmbia e na República Democrática do Congo.
  • Comportamentos como mãos dadas e dedos na boca são comuns entre os macacos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Macacos tendem a evitar conflitos entre membros de um mesmo grupo Divulgação/Jake Brooker /Chimfunshi Wildlife Orphanage Trust

Um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society revelou que chimpanzés e bonobos usam o toque físico como forma de prevenir conflitos entre membros de um mesmo grupo. Segundo pesquisadores, abraços, tapinhas, mãos dadas, toques genitais e colocar os dedos na boca uns dos outros são formas de os macacos permanecerem unidos em situações estressantes.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores observaram e testaram cinco grupos diferentes em santuários na Zâmbia e na República Democrática do Congo.


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Os animais foram filmados antes, durante e após terem acesso a uma quantidade limitada de amendoins. Embora estivessem nervosos e ansiosos, sabendo que não havia alimento para todos, os especialistas perceberam que os animais que trocavam toques amigáveis comiam juntos em paz.

“Tanto para os bonobos quanto para os chimpanzés, aqueles que demonstraram mais preocupação antes da alimentação, posteriormente passaram mais tempo se alimentando em conjunto”, diz um trecho do estudo.


“Entre os bonobos, o efeito mais forte foi observado entre pares de fêmeas, o que está de acordo com o papel central que as alianças femininas desempenham na sociedade bonobo. Nos chimpanzés, o efeito foi mais forte entre pares de machos, refletindo a importância dos laços masculinos na estrutura social dos chimpanzés.”

Para Zanna Clay, primatóloga e autora principal do estudo, a pesquisa mostra como as duas espécies são mais semelhantes do que se imagina. Além disso, ela ressaltou que o comportamento pode ensinar uma lição aos humanos.


Em entrevista à Science News, a especialista afirmou que o contato físico pode fazer com que as pessoas se sintam mais calmas e conectadas, assim como os primatas. “A proximidade física é uma maneira realmente poderosa de lidar com o estresse”, concluiu.

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