Cavalo-marinho, tubarão: concurso elege as melhores fotos de animais marinhos em 2026
Competição reúne fotógrafos profissionais e amadores de diferentes países
Bichos|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O concurso Ocean Photographer of the Year, promovido pela revista britânica Oceanographic Magazine, anunciou os vencedores da edição deste ano. A competição reúne fotógrafos profissionais e amadores de diferentes países e premia registros que destacam a vida e os ambientes marinhos.
A imagem vencedora da edição de 2026 foi feita pelo francês Julien Anton em Moorea, na Polinésia Francesa (foto acima), que ganhou o prêmio de Fotógrafo do Ano do Oceano. O registro em preto e branco mostra um cavalo-marinho adulto cercado por filhotes recém-nascidos em meio às algas.
Segundo a descrição do concurso, os pequenos animais provavelmente não são parentes do adulto, mas a disposição deles na fotografia cria a impressão de uma despedida. O registro foi resultado de horas de busca entre a vegetação marinha, já que os cavalos-marinhos se tornaram raros na região.
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A foto do cavalo-marinho feita por Julien Anton também se destacou na categoria de Vida Selvagem, ficando em primeiro lugar entre os seus concorrentes.
Já o segundo colocado foi o fotográfo Rafael Fernandez Caballero, com uma fotografia registrada no México. A imagem mostra duas orcas carregando um filhote de baleia-jubarte após uma caçada.
De acordo com a descrição do fotógrafo, o grupo de orcas havia separado o filhote da mãe quase uma hora antes. O episódio evidencia a estratégia de caça cooperativa desses animais, que trabalham em conjunto para isolar e capturar presas de grande porte.

A terceira colocação ficou com o norte-americano Ariel Mei Gliboff. Ele fotografou um grupo de 11 gunnels, peixes alongados encontrados nas águas de Seattle, nos Estados Unidos.
Os animais aparecem reunidos em uma formação compacta e apresentam diferentes tonalidades. Embora sejam comuns na região, segundo a descrição do concurso, encontrar tantos exemplares juntos e com uma variedade tão grande de cores é algo incomum.

Outras categorias
Além da premiação principal, o concurso conta com oito categorias que abordam diferentes aspectos dos oceanos, conservação e conexão humana.
Na categoria de Belas Artes, o vencedor foi Matty Smith. A fotografia, também em preto e branco, mostra um tubarão acompanhado por rêmoras nas águas das Maldivas.

A categoria Conservação — Impacto apresentou uma imagem que chama a atenção para os efeitos do turismo sobre a vida marinha. O fotógrafo James Ferrara registrou um tubarão-baleia cercado por mergulhadores e praticantes de snorkeling nas Maldivas.
Quase 50 pessoas aparecem na fotografia ao redor do animal. A cena mostra a pressão que encontros turísticos com espécies selvagens podem exercer sobre os animais, especialmente em locais muito procurados.
A imagem propõe uma reflexão sobre a maneira como turistas se aproximam da fauna marinha e sobre os limites necessários para conciliar a observação de animais com a preservação de seus espaços naturais.

Já na categoria Conservação — Esperança, uma fotografia de um tubarão-martelo-gigante, feita por Thomas Pavy na Polinésia Francesa, representa o trabalho científico de identificação e acompanhamento da espécie.
O animal, da espécie Sphyrna mokarran, foi fotografado a 55 metros de profundidade no Tiputa Pass, no atol de Rangiroa, durante um levantamento populacional.
A pesquisa utiliza identificação fotográfica e videofotogrametria calibrada por laser para acompanhar os tubarões ao longo do tempo. Os métodos permitem aos cientistas registrar informações como tamanho, sexo e mudanças na população.
O trabalho é realizado sem o uso de iscas ou outros atrativos e ajuda a compreender melhor a espécie, conhecida localmente como Tamataroa e considerada culturalmente importante e protegida na Polinésia Francesa.

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