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Conheça o roedor que voltou a ser visto 20 anos após ser considerado extinto na Inglaterra

Desaparecimento do rato-d’água-europeu foi causado por fatores ambientais; animal foi reintroduzido como parte de projeto

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O rato-d’água-europeu foi reintroduzido nos rios da Cornualha, Inglaterra, após 20 anos de ausência.
  • O desaparecimento foi causado por destruição de habitat e predadores invasores, como o vison-americano.
  • O projeto Kenow Conservation reintroduziu 198 ratos-d’água, restaurando habitats e monitorando predadores.
  • Os ratos-d’água são importantes para o ecossistema, influenciando a vegetação e contribuindo para a biodiversidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rato-d’água-europeu pode pesar entre 200 e 350 gramas na fase adulta Reprodução/Adrian Lea/Kernow Conservation

O rato-d’água-europeu (Arvicola amphibius) voltou a aparecer nos rios da Cornualha, na Inglaterra, após ficar 20 anos sem ser visto. O retorno da espécie foi possível graças a um projeto de reintrodução que já devolveu quase 200 animais ao ambiente natural, ajudando a reconstruir uma população que havia sido considerada extinta localmente nos anos 1990.

O desaparecimento do roedor semiaquático foi causado por uma combinação de fatores ambientais. A destruição da vegetação nas margens dos rios, a drenagem de áreas alagadas e a expansão da agricultura intensiva reduziram os locais adequados para a sobrevivência da espécie. Além disso, a presença do vison-americano, um predador invasor, contribuiu para o declínio dos animais.


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O projeto, conduzido pela organização Kenow Conservation, realizou as primeiras solturas em 2022 e continuou o trabalho em 2023. Ao todo, 198 ratos-d’água foram reintroduzidos: 114 no primeiro ano, para formar a base da nova população, e outros 84 posteriormente, com o objetivo de ampliar a diversidade genética do grupo.

Antes das solturas, os pesquisadores prepararam o habitat. A vegetação próxima aos cursos d’água foi restaurada, árvores que causavam excesso de sombra foram removidas e áreas úmidas, arbustos e margens dos rios foram recuperados para oferecer abrigo aos animais. A equipe também trabalhou para reduzir o uso de pesticidas e herbicidas e monitorar a presença de predadores.


Os primeiros resultados indicam que a iniciativa tem sido bem-sucedida. Rastros, fezes, tocas e avistamentos mostram que os ratos-d’água permaneceram nos locais onde foram soltos e começaram a ocupar novas áreas.

Considerado o maior tipo de rato-do-campo do Reino Unido, o rato-d’água-europeu pode pesar entre 200 e 350 gramas na fase adulta. Além de fazer parte da cadeia alimentar de espécies como corujas, gaviões, garças e lontras, o animal também exerce um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas.


A espécie é conhecida como uma “engenheira dos ambientes naturais”. Ao se alimentar de centenas de tipos de plantas, ela influencia a vegetação das margens dos rios. Suas tocas também ajudam na estrutura do solo e favorecem a atividade de microrganismos, contribuindo para a biodiversidade das áreas úmidas.

No rio Kennall, um dos locais de reintrodução, os pesquisadores já encontraram sinais da presença dos animais em uma extensão de aproximadamente 8 quilômetros, desde áreas próximas à nascente até regiões onde o rio sofre influência das marés.


Apesar dos avanços, o trabalho continua. Em mais de 130 vales fluviais da Cornualha, os ratos-d’água ainda estão presentes em apenas poucas áreas. A meta do projeto é ampliar as reintroduções, identificar novos locais adequados e controlar ameaças como a presença de predadores invasores.

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