Espécies ‘guarda-chuva’: por que macacos poderiam evitar extinção em massa no planeta?
Estudo mostra que a proteção de primatas também protege outros animais e plantas; conceito pode ser estendido para outras espécies
Bichos|Do R7
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Como impedir a extinção de animais em massa na Terra? Segundo uma especialista em conservação, a resposta está na proteção de espécies “guarda-chuva”, como macacos, símios e outros animais conhecidos.
Espécies guarda-chuva são vertebrados de grande porte, o que alguns biólogos chamam de “megafauna carismática”. Um exemplo relevante para a China são os primatas, como gibões, macacos-nariz-arrebitado, langures, macacos-rhesus e lóris.
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Um estudo de 2025 realizado na província chinesa de Yunnan encontrou evidências de que a proteção de primatas como espécies guarda-chuva também protege outros animais e plantas. Foram analisadas 16 espécies de primatas e descobriu-se que, se 30% das terras de Yunnan fossem destinadas à conservação de primatas, 52% de seu sequestro anual de carbono, 52% de sua conservação hídrica e 54% de sua retenção de solo também seriam protegidos.
Além disso, onde havia muitos primatas, também havia muitas plantas com sementes, aves, répteis, anfíbios e outros mamíferos. Assim, a conclusão foi que, ao proteger seus primatas, Yunnan pode proteger sua biodiversidade como um todo.
A mesma teoria pode ser aplicada a outras espécies que compõem grupos guarda-chuva, como ursos, grandes felinos, mamíferos marinhos e grandes aves. O argumento é que animais de grande porte precisam de grandes áreas para sustentar suas populações, que, por sua vez, também servem de habitat para outras espécies.
O conceito foi detalhado no livro recém-lançado How to Think Like an Ecologist (Como Pensar como um Ecologista, em tradução livre), da professora de biologia Amy B. McEuen.
A má notícia é que a atividade humana está desencadeando o sexto evento de extinção em massa na história do mundo, que levaria à perda de 75% de toda a vida na Terra. “A taxa de perda de biodiversidade está no mesmo ritmo de eventos de extinção em massa do passado. Estamos em uma janela de oportunidade crítica, onde nosso trabalho para impedir extinções pode ser capaz de evitar uma extinção em massa”, diz McEuen.
Mas a catástrofe ainda pode ser contida. Segundo a autora, a recuperação da natureza é a regra, não a exceção. McEuen cita um estudo que analisou as taxas de restauração de ecossistemas em uma variedade de paisagens terrestres e marinhas. Os pesquisadores descobriram que quase três quartos dos ecossistemas (72%) se recuperaram, pelo menos parcialmente, em questão de décadas, e cerca de um terço retornou completamente à sua abundância.
“Com milhões de espécies para proteger, não temos tempo para proteger uma espécie de cada vez. Felizmente, existem maneiras mais eficientes de preservar a biodiversidade, incluindo o uso de uma abordagem de espécies guarda-chuva”, afirma.

















