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Uso em excesso de inseticida ajudou mosquitos a ‘se apaixonarem’, aponta estudo

Pesticidas utilizados nos anos 1950 causaram mutações genéticas em mosquitos-pregos, aumentando a sensibilidade ao som

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O uso excessivo de pesticidas nos anos 1950 causou mutações genéticas em mosquitos-pregos, aumentando sua sensibilidade ao som.
  • Essas mutações ajudaram os mosquitos a encontrar parceiros em ambientes barulhentos, melhorando seu sucesso reprodutivo.
  • Os machos com mutações de resistência a pesticidas mostraram maior tendência a responder a sons que imitam o voo das fêmeas.
  • A vantagem auditiva pode contribuir para a persistência de alelos de resistência e facilitar a colonização urbana por vetores da malária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Reconhecimento acústico é essencial para os machos conquistarem fêmeas Pexels

Um estudo disponibilizado no bioRxiv revelou que o uso excessivo de pesticida para controlar a malária na década de 1950 causou mutações genéticas nos mosquitos-pregos, incluindo a sensibilidade ao som, o que pode ter ajudado os insetos a encontrarem parceiros em ambientes barulhentos.

Segundo cientistas, o reconhecimento acústico é essencial para os mosquitos conquistarem parceiros. Isso porque os machos costumam encontrar fêmeas seguindo o zumbido de suas asas.


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“Os mosquitos reconhecem seus parceiros de acasalamento por meio dos sons emitidos durante o voo. Suas orelhas são únicas entre os insetos devido à sua complexidade anatômica e à sua alta plasticidade funcional, mediada por uma extensa rede neuromoduladora eferente”, diz um trecho do estudo.

Para chegar à conclusão de que a mutação genética estava favorecendo o acasalamento entre os insetos, pesquisadores reproduziram sons que imitavam os do voo das fêmeas para um grupo de machos. Aqueles com mutação de resistência a pesticidas apresentaram maior probabilidade de voar em direção ao alto-falante e pousar nele.


“Nossos resultados corroboram a hipótese de que as mutações de resistência ao Rdl aprimoram a função auditiva e o sucesso reprodutivo. Propomos que essa vantagem auditiva possa contribuir, juntamente com outras pressões seletivas, como a seleção cruzada por outros inseticidas, para a persistência desses alelos na natureza e possa facilitar a colonização urbana por vetores da malária.”

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