Policiais caçam corvos a tiros perto do metrô, e web se mobiliza contra o abate
Tentativa de abater as aves é uma prática adotada pelas autoridades para controlar a população da espécie em Singapura
Bichos|Do R7
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Policiais foram vistos atirando em corvos perto de uma estação de metrô em Singapura. A cena chamou a atenção de passageiros que estavam circulando no local e foi parar nas redes sociais. O flagrante chocou parte dos usuários, que decidiram criar uma petição para acabar com o abate de aves urbanas no país. Segundo eles, as imagens revelaram o método “desumano” usado pelas autoridades para lidar com o problema.
Nos vídeos que circulam na web, é possível ver dois policiais em um gramado próximo a uma rua movimentada. Um deles segura uma arma apontada para o céu e faz disparos, enquanto corvos mortos são vistos espalhados pelo chão.
O abate de corvos faz parte de uma operação do Conselho de Parques Nacionais (NParks) para tentar controlar a população dessas aves no país. Segundo How Choon Beng, diretor do Grupo de Gestão da Vida Selvagem do NParks, em entrevista ao site Mothership, os corvos são uma espécie invasora não nativa de Singapura e representam uma ameaça à biodiversidade do país.
“Eles podem causar vários transtornos, como barulho, sujeira e problemas de higiene, além de serem particularmente protetores de seus filhotes e poderem atacar os moradores quando percebem que seus filhotes estão ameaçados”, disse.
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Sobre a operação realizada na saída do metrô, How afirmou que foram adotadas medidas de segurança rigorosas, incluindo o isolamento do local e a colocação de sinalização nos pontos de acesso para alertar o público a não se aproximar.
Para o Channel News Asia, How afirmou que os atiradores devem seguir protocolos de tiro rigorosos, o que inclui garantir que a trajetória de disparo dos projéteis esteja sempre direcionada para cima.
A caça aos corvos em Singapura havia sido interrompida em 2020, depois que casas próximas às operações foram atingidas por chumbinhos disparados por espingardas usadas pelos policiais auxiliares.
No entanto, as operações de abate foram retomadas e ampliadas no começo deste ano, após um aumento de reclamações e de ataques relacionados à espécie.
Essas aves são conhecidas por serem extremamente protetoras de seus filhotes e, por isso, podem atacar moradores quando percebem que sua ninhada está ameaçada, segundo a NParks.
O abate não é o único meio adotado para controlar a população. As medidas também incluem a gestão da disponibilidade de alimentos e a interrupção das oportunidades de nidificação. Na prática, isso quer dizer que é feita a remoção de ninhos, mudanças do habitat e monitoramento sobre alimentação oferecida ilegalmente aos pássaros.
Para os autores da petição, os argumentos e as práticas das autoridades não convenceram. Para eles, as repetidas tentativas de extermínio de aves em Singapura “podem não abordar adequadamente as causas que estão escondidas debaixo do problema”. A petição já tem mais de 2.500 assinaturas online.
Por outro lado, desde março, mais de 2.500 corvos foram mortos nas operações promovidas pelas autoridades.


















