Cientistas japoneses criam cão-robô para ajudar humanos em caso de ataques de ursos
Equipados com caixas de som para emitir latidos, eles não são programados para ferir animais, mas podem ajudar a monitorar
Bichos|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores japoneses estão desenvolvendo cães-robôs para reduzir conflitos entre humanos e ursos.
Capazes de patrulhar áreas de risco e atuar em grupo para espantar os animais antes que eles se aproximem de comunidades, fazendas e áreas urbanas, os cães-robôs surgiram da preocupação com ataques e avistamentos de ursos no país.
O projeto é conduzido pela Universidade de Akita, localizada na região de Akita, no norte do Japão, área que abriga algumas das maiores populações de ursos do país.
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Neste ano, a universidade promoveu o concurso Bear-Tech Solution Contest, que recebeu 41 propostas voltadas ao uso de tecnologia para prevenir incidentes envolvendo os animais.
Entre as ideias apresentadas, uma das que mais chamou atenção foi o robô denominado Hacchan, em homenagem ao famoso cão japonês Hachiko.
Diferentemente do animal que se tornou símbolo de lealdade no Japão, porém, o robô foi inspirado nos cães da raça akita inu que acompanhavam caçadores tradicionais da região em expedições pelas florestas.
Desenvolvido para evitar confrontos e não para ferir os animais, o quadrúpede robótico foi projetado para ser instalado nas fronteiras de cidades e propriedades rurais.
Ao detectar a presença de um urso por meio de câmeras e sensores, o sistema reproduz latidos em alto volume por um alto-falante embutido, com o objetivo de assustar o animal e fazê-lo retornar à floresta.
Matilha-robô
Um dos diferenciais do projeto é sua capacidade de atuação coletiva.
Os robôs compartilham dados de localização entre si e podem convocar outras unidades para o mesmo local, formando uma espécie de matilha robótica.
Segundo os pesquisadores, essa estratégia cria uma presença mais intimidadora para os ursos.
Além de afastar os animais, os equipamentos deverão registrar informações sobre avistamentos e comportamento dos ursos.
Os dados coletados serão utilizados para criar um banco de informações que permitirá patrulhas cada vez mais eficientes e autônomas ao redor das comunidades vulneráveis.
O pesquisador Masayuki Yoshida, ligado ao centro de colaboração e promoção de pesquisas da universidade e responsável pelo desenvolvimento do projeto, afirmou que a equipe espera iniciar testes de campo ainda este ano.
O objetivo é reproduzir, por meio da tecnologia, a função historicamente desempenhada pelos cães treinados que auxiliavam caçadores da região, conduzindo os ursos de volta às montanhas.
A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do Japão para enfrentar o aumento das interações entre pessoas e ursos.
Com a expansão das áreas de circulação desses animais e o crescimento dos incidentes registrados nos últimos anos, autoridades, universidades e empresas vêm investindo em soluções tecnológicas que possam prevenir ataques sem recorrer à eliminação da fauna silvestre.
Se os testes forem bem-sucedidos, os simpáticos cães-robôs de Akita poderão se tornar uma nova ferramenta de proteção para comunidades rurais japonesas, combinando inteligência artificial, automação e monitoramento ambiental em uma abordagem inovadora para a convivência entre humanos e vida selvagem.
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