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Patricia Lages

Tudo sobre Tesouro Reserva: alternativa mais rentável que a poupança e o possível impacto no crédito imobiliário

Novo título público amplia opções para o investidor e levanta dúvidas sobre o futuro do crédito imobiliário no país

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Governo Federal lançou o Tesouro Reserva, um novo título público mais rentável que a poupança.
  • Investimentos a partir de R$ 1 com liquidez imediata, permitindo resgates 24/7.
  • Possível impacto no financiamento imobiliário devido à migração de recursos da poupança para o Tesouro Reserva.
  • Expectativa de aumento nas taxas de financiamento e rigor na concessão de crédito no futuro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Novo Tesouro Reserva: veja quanto rende a alternativa à poupança Só Notícia Boa

O governo federal acaba de lançar o Tesouro Reserva, uma nova opção de investimento voltada especialmente para quem ainda mantém recursos na poupança. Ao longo deste artigo, você vai entender como o produto funciona, quais são suas vantagens e por que ele pode, indiretamente, influenciar o custo do financiamento imobiliário no Brasil.

O Tesouro Reserva foi criado pelo Tesouro Nacional, em parceria com a B3 — a bolsa de valores — e o Banco do Brasil, com o objetivo de oferecer uma alternativa simples, acessível e mais rentável do que a poupança a quem busca formar sua reserva de emergência.


Trata-se de um título público federal bastante acessível, pois é possível investir a partir de R$ 1. O grande diferencial do produto é a liquidez imediata: o resgate pode ser feito 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados, algo até então inédito para esse tipo de aplicação.

Qual é a diferença de rentabilidade?

Outro ponto relevante é a rentabilidade. Enquanto a poupança segue a regra definida pelo Banco Central do Brasil – atualmente em torno de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (o que equivale a cerca de 6% ao ano, dependendo do comportamento da TR), o rendimento do Tesouro Reserva acompanha a taxa básica de juros da economia, a Selic, hoje fixada em 14,50% ao ano.


Mesmo com a incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos — cuja alíquota é regressiva, começando em 22,5% e podendo chegar a 15% conforme o tempo de aplicação —, o retorno líquido do Tesouro Reserva tende a superar com folga o da poupança.

Na prática, isso significa que o investidor pode manter uma reserva de emergência com liquidez semelhante à da poupança, mas com um potencial de ganho maior ao longo do tempo. Além disso, diferentemente da poupança, o resgate não depende da “data de aniversário”, o que evita a perda de rendimento ao sacar o dinheiro.


O Tesouro Reserva é seguro?

Sim. Em termos de segurança, o Tesouro Reserva também se destaca. Por ser um título público, está vinculado ao risco de crédito do Governo Federal, considerado o mais baixo da economia. Já a poupança conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), limitando-se à cobertura de R$ 250 mil por CPF, por instituição. São estruturas diferentes, mas ambas amplamente reconhecidas como seguras para o investidor.

Quem pode investir no Tesouro Reserva?

Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva está disponível apenas para correntistas do Banco do Brasil. Porém, a expectativa é que o produto também seja oferecido por outras instituições financeiras nos próximos meses, o que tende a ampliar o acesso e a adesão.


O Tesouro Reserva pode impactar o financiamento da casa própria?

A chegada do novo produto levanta uma questão que vai além do investimento individual que, como vimos, é bastante vantajoso para quem quer sair da poupança e formar uma reserva de emergência com segurança e liquidez.

Porém, não podemos ignorar o possível impacto sobre o sistema de financiamento imobiliário no Brasil. Isso porque é a poupança que sustenta grande parte do crédito habitacional no país.

Os bancos utilizam os recursos depositados na poupança – que remuneram com taxas baixas – para financiar imóveis a juros mais altos.

Esse modelo permite oferecer crédito imobiliário com condições mais acessíveis do que outras linhas, justamente porque o custo de captação do dinheiro é baixo. Ou seja, são os bilhões de reais mantidos na poupança que viabilizam boa parte do financiamento da casa própria no Brasil.

Com a tendência de migração de recursos da poupança para o Tesouro Reserva – motivada por todas as vantagens que o produto oferece – esse equilíbrio pode ser afetado.

Ainda não há uma definição clara sobre os impactos, mas o cenário mais provável pode envolver o aumento das taxas de financiamento imobiliário, maior rigor na concessão de crédito ou uma combinação dos dois fatores. Em outras palavras, o movimento que beneficia o investidor individual pode gerar ajustes no custo do crédito para quem pretende financiar um imóvel no futuro.

O Tesouro Reserva é, sem dúvida, um avanço importante para o investidor brasileiro. Mas seus desdobramentos, principalmente sobre o financiamento da casa própria, precisam ser acompanhados de perto.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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