Treino de 36 minutos funciona, mas você precisa seguir essas dicas
Modelo que mistura musculação e cardio promete otimizar o tempo e melhorar o condicionamento físico
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com a rotina cada vez mais corrida, encontrar tempo para treinar se tornou um dos principais desafios de quem busca uma vida mais saudável. Nesse cenário, os treinos curtos e intensos têm ganhado espaço entre praticantes de atividade física.
Mas será que esse formato realmente funciona? Segundo educadores físicos, a resposta é sim — desde que o treino seja bem estruturado.
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Tempo curto, resultado real
A ideia de que só treinos longos trazem resultado já não se sustenta. De acordo com o especialista ouvido pela reportagem, um treino de 36 minutos pode ser suficiente, desde que alguns fatores sejam respeitados.
“O que importa não é só o tempo, mas a intensidade, a organização do treino e a regularidade. Um treino curto, quando bem estruturado, traz ótimos resultados”, explica José Adeirton, consultor técnico da Fast Treino e especialista em fisiologia do exercício e biomecânica.
Ou seja: mais do que duração, o foco está na qualidade da execução e na consistência ao longo da semana.
Por que misturar musculação com cardio?
Um dos pilares do treino em circuito é justamente a combinação de exercícios de força com atividades aeróbicas.
Essa mistura potencializa os resultados porque atua em diferentes frentes:
- A musculação fortalece e estimula os músculos;
- O cardio aumenta o gasto calórico e melhora o fôlego.
“Juntos, eles aceleram o metabolismo, melhoram o condicionamento e aumentam o gasto de energia”, destaca o especialista.
A proposta de treinos mais curtos e dinâmicos não é apenas uma tendência de comportamento — ela também começa a se refletir em novos formatos dentro das academias.
Um exemplo recente é o chamado Fast Treino, modelo lançado pelo Grupo Gaviões, que aposta justamente na combinação entre intensidade, praticidade e autonomia. A estrutura segue o conceito de circuito, com 12 estações que alternam exercícios de força e atividades aeróbicas, promovendo um treino completo de corpo inteiro. Cada etapa dura cerca de três minutos, totalizando 36 minutos de atividade.
Leandro Aguiar, CEO da Fast Treino, explica que outro diferencial está na dinâmica do ambiente: “sinais visuais e sonoros orientam o momento de troca entre os equipamentos, permitindo que o aluno acompanhe o ritmo do treino de forma mais intuitiva”.
Sem a necessidade de agendamento prévio, o modelo também busca se adaptar a rotinas mais flexíveis, em que o praticante pode iniciar o circuito conforme a disponibilidade no momento.
Emagrecimento ou ganho de massa?
O treino em circuito é especialmente eficaz para quem busca emagrecimento e definição corporal. Isso acontece por conta do alto gasto energético e da intensidade da atividade.
Ainda assim, também pode haver ganho de massa muscular — principalmente em iniciantes, intermediários ou pessoas que estão retomando os treinos.
Para quem tem como objetivo principal a hipertrofia, a recomendação é usar o circuito como complemento. “Se a ideia é ganhar massa, o ideal é combinar com um treino de força mais tradicional”, orienta Adeirton.
Para quem esse treino é indicado?
O modelo é bastante versátil e atende a diferentes perfis, mas se destaca principalmente para:
- Pessoas que querem emagrecer;
- Quem busca melhorar o condicionamento físico;
- Quem tem pouco tempo disponível
Ele é mais indicado para iniciantes e intermediários, mas também pode ser incorporado por praticantes avançados, como parte complementar da rotina.
Apesar de eficiente, o treino em circuito exige atenção à intensidade — um dos erros mais comuns é exagerar.
O especialista explica como identificar o nível ideal:
- Moderado: cansaço, mas ainda é possível continuar;
- Intenso: difícil, porém com controle;
- Excessivo: perda de técnica (sinal de alerta).
“Quando a execução piora, a intensidade está muito alta”, alerta o especialista em fisiologia do exercício e biomecânica.
Iniciantes podem fazer?
Sim — e, inclusive, podem se beneficiar bastante do método.
Mas o começo deve ser gradual, com adaptações e, sempre que possível, com acompanhamento profissional. “Um ponto importante é que o treino se adapta à pessoa, não o contrário”, reforça o profissional.
Vale a pena?
Se bem orientado, o chamado “fast treino” mostra que não é preciso passar horas na academia para ter resultados.
Curto, dinâmico e eficiente, ele pode ajudar a emagrecer, melhorar o condicionamento físico e até contribuir para o ganho de massa — tudo isso cabendo na rotina de quem vive sem tempo.
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