O que atrai a geração Z? Vulnerabilidade agora é critério para os relacionamentos
Pesquisa revela que 31% dos jovens priorizam o fato de se sentir seguro para conseguir mostrar suas inseguranças
Cronicamente Online|Larissa Lopes, do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O que faz a geração Z, os nascidos entre 1997 e 2012, se atrair por alguém? Parece que a resposta pode estar na vulnerabilidade. Afinal, quem consegue se abrir hoje e ser verdadeiro com o outro em meio a tantas distrações, coisas mal resolvidas e traumas do passado é realmente muito raro.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamento Hinge, 31% da geração Z prioriza o fato de se sentir seguro com a pessoa amada para conseguir mostrar suas particularidades, vulnerabilidades e inseguranças.
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Já entre os millennials, apenas 19% dos participantes priorizaram a vulnerabilidade, enquanto 28% disseram que preferem ter química emocional e física com os parceiros.
Em meio a tantas inseguranças dos jovens, muitas vezes a vontade de começar um relacionamento e se entregar para o amor esbarra em um obstáculo: o medo do julgamento alheio por se “abrir”.
Nas redes sociais, é muito comum encontrar vídeos da gen Z debatendo o assunto e buscando apoio de pessoas desconhecidas.
@emanuellyarj.tktk Respondendo a @JanaianaAZvd ♬ som original - emanuelly araújo
Quem também fala sobre esse problema nas redes sociais, principalmente no TikTok, é a influenciadora Barbara Marcondes. Lá, ela tem dois perfis que, juntos, somam mais de 2,5 milhões de seguidores.
@dailydabarbra A responder a @. ♬ som original - dailydabarbra
O que a influenciadora diz diariamente na internet ressoa nos comentários do público.
Outro dado da pesquisa revela que 52% dos usuários do aplicativo Hinge já sentiram vergonha após demonstrar vulnerabilidade emocional. O problema nem é o desejo, mas, sim, o medo de se mostrar. Mas por quê isso?
Segundo o psicólogo Moe Ari Brown, só é possível ter uma conexão forte com alguém quando todo mundo se sente à vontade para participar de conversas da maneira que realmente quer, e não fazendo um “personagem”.
“Quando há uma diferença entre a forma como achamos que deveríamos agir e nos comunicar e a forma como realmente queremos nos expressar, os encontros podem se tornar menos genuínos e satisfatórios”, aponta o especialista.
Então, o que fazer?
“Reconstrua sua tolerância. Pratique pequenas revelações em espaços [e pessoas] de confiança. Com o tempo, você pode reaprender a enxergar a vulnerabilidade como algo seguro e até empolgante”, recomenda o psicólogo.
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