O novo luxo é garimpar: por que os brechós conquistam cada vez mais público
De peças de grife baratas a achados únicos, a moda de segunda mão é uma alternativa interessante (e sustentável) de compra
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Antes visto só como alternativa para quem quer economizar, comprar em brechó ganhou outro significado no mundo da moda nos últimos anos: virou uma forma de encontrar itens únicos, fugir do óbvio e, de quebra, gastar menos.
Em tempos de hiperprodução, consumo desenfreado e perda de identidade com estéticas cada vez mais básicas, comprar roupa usada se apresenta como uma escolha interessante.
Os números ajudam a explicar o movimento. Segundo o 2026 Resale Report, da ThredUp em parceria com a GlobalData, o mercado global de roupas de segunda mão movimentou cerca de US$ 257 bilhões em 2025, após crescer 13% em um ano, e deve chegar a US$ 393 bilhões até 2030.
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A previsão é de que o segmento avance duas vezes mais rápido que o mercado tradicional de vestuário, impulsionado principalmente pelas gerações mais jovens: Gen Z e millennials devem responder por mais de 70% desse crescimento.
Quando a roupa usada vira desejo
As redes sociais também ajudaram a transformar os brechós em experiência de entretenimento. No caso do Donna Fifi Brechó, que reúne quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, lives diárias apresentam as peças em tempo real e criaram uma comunidade que acompanha os novos achados como quem acompanha o lançamento de uma coleção.
O fenômeno não é isolado. TikTok e Instagram ajudaram a popularizar o chamado thrifting (o bom e velho garimpo!), transformando a busca por peças de segunda mão em conteúdo.
Para uma geração acostumada a acompanhar tendências em velocidade acelerada, encontrar algo que não está disponível em todas as vitrines ou que aflora certa nostalgia pode ser justamente parte do atrativo.
Sustentabilidade que começa no armário
Há ainda uma mudança importante na relação com o consumo. A segunda mão prolonga a vida útil de roupas que já existem e cria um ciclo no qual uma peça parada no armário pode encontrar outro dono.
“Quando o clima muda o tempo todo, faz sentido buscar peças versáteis, de qualidade e que possam ser usadas de diferentes maneiras. O brechó permite justamente essa liberdade, porque é possível encontrar peças únicas, de diferentes estilos e marcas”, explica Alessandra Genovesi, da Donna Fifi.
Existe ainda uma vantagem fashion: sair do circuito das coleções atuais significa encontrar roupas que dificilmente estarão no look de todo mundo.
Talvez seja justamente aí que mora o luxo do garimpo. Não em pagar caro por uma peça exclusiva, mas em ter tempo e olhar para encontrar aquilo que ninguém mais viu.
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