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Queda de cabelo antes dos 30: por que cada vez mais jovens estão perdendo fios?

Estresse, privação de sono e alterações hormonais estão entre os fatores que vêm antecipando a perda capilar

Makes e Afins|Mariana MorelloOpens in new window

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Fatores ligados à rotina moderna passaram a influenciar diretamente à queda Imagem de magnific

Antes tida como preocupação típica da meia-idade, a queda de cabelo tem aparecido cada vez mais cedo. Clínicas especializadas relatam um aumento na procura de pacientes entre 20 e 30 anos que se queixam de afinamento dos fios, perda de densidade capilar e queda persistente.

A percepção dos consultórios acompanha uma tendência observada globalmente. Um relatório da consultoria Market Growth Reports, divulgado em 2024, estima que mais de 712 milhões de pessoas apresentaram algum grau de alopecia no mundo naquele ano. Entre elas, cerca de 87 milhões de adultos de 18 a 35 anos conviviam com alopecia androgenética de início precoce.


Segundo estudo da Regaine de 2026, embora a alopecia androgenética continue sendo mais comum com o avanço da idade — podendo atingir até 80% dos homens e 50% das mulheres ao longo da vida —, especialistas relatam que os primeiros sinais têm surgido cada vez mais cedo, inclusive em adolescentes e adultos jovens.

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Os levantamentos também apontam que a crescente prevalência da queda capilar relacionada ao estilo de vida é um dos principais fatores que impulsionam o mercado de tratamentos para os cabelos.


Estresse crônico, privação de sono, alimentação desequilibrada, dietas restritivas, perda rápida de peso, alterações hormonais, poluição, tabagismo e outros fatores ligados à rotina moderna passaram a influenciar diretamente o ciclo de crescimento dos fios.

O cabelo também sente os efeitos da rotina

Médicos têm observado um aumento de casos relacionados à deficiência de ferritina, vitamina D, baixa ingestão de proteínas e desequilíbrios hormonais, fatores que comprometem a capacidade do organismo de manter o crescimento saudável dos cabelos.


“Hoje, o cabelo virou um dos primeiros órgãos a responder ao colapso da rotina moderna. O organismo entra em estado de sobrevivência e o folículo deixa de ser prioridade metabólica. Por isso vemos jovens com queda importante associada a estresse, inflamação, sono ruim e deficiência nutricional”, explica João Gabriel Fernandes, tricologista e fundador da Anagrow.

Os primeiros sinais costumam passar despercebidos

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a queda de cabelo nem sempre começa de forma intensa. Em boa parte dos casos, ela evolui lentamente, fazendo com que o problema seja confundido com uma fase passageira.


Entre os sinais mais comuns estão o aumento da quantidade de fios no travesseiro ou no ralo do banho, o couro cabeludo mais aparente em fotografias, a redução do volume dos cabelos e o rabo de cavalo mais fino.

“Existe uma tendência de normalizar sinais precoces e buscar soluções apenas quando a rarefação já está avançada. Quanto antes investigamos, maiores são as chances de recuperação do folículo”, afirma.

A maior circulação de informações sobre saúde e beleza nas redes sociais também tem contribuído para que os sinais sejam percebidos mais cedo.

Ainda segundo o levantamento da Regaine, mulheres já representam mais da metade dos usuários de tratamentos capilares no mundo, e o impacto emocional da queda de cabelo, como ansiedade, baixa autoestima e prejuízos à vida social, tem levado um número crescente de jovens a buscar ajuda especializada.

O tratamento vai além dos cosméticos

O crescimento da procura por soluções para queda capilar também se reflete no comportamento do consumidor. De acordo com a Market Growth Reports, millennials e integrantes da geração Z representaram 38% dos compradores de produtos para os cabelos em 2024, enquanto mais de um terço dos millennials adquiriu ao menos um tratamento para queda capilar nos últimos 12 meses.

Apesar da expansão do mercado, João Gabriel Fernandes alerta que nenhum protocolo será eficaz se a causa do problema não for identificada.

“Não existe tratamento sustentável sem sono adequado, controle do estresse, alimentação estratégica e correção de nutrientes. O cabelo é um reflexo biológico do que está acontecendo dentro do corpo. Quando a raiz do problema não é tratada, o fio continua sofrendo”, conclui.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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